A Universidade da Integração Internacional abre suas portas para receber estudantes dos países de língua portuguesa construindo integração com o continente africano e com o Timor Leste. De acordo com Edital podem participar das inscrições estudantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Para saber mais acesse o Link: www.unilab.ufc.br
A Unilab visa integrar os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de alavancar as relações entre os membros dessa comunidade, valorizando a língua portuguesa, e, também, segundo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentando as forças econômicas, políticas e sociais: "Nós queremos pelo menos cinco mil alunos africanos e 5 mil alunos brasileiros aprendendo aquilo que nós precisamos aprender para ajudar a desenvolver”.
Criada em 20 de julho de 2010, a Unilab trará efetivos benefícios para o país, ampliará a oferta de ensino superior e, ao mesmo tempo, gerará conhecimentos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento, à prosperidade e ao bem-estar dos brasileiros e das populações envolvidas dos países de língua portuguesa, além de contribuir de forma estratégica em defesa e fortalecimento do bloco da CPLP. O reitor da Unilab Paulo Speller acredita que esse é o caminho para o desenvolvimento sustentável: "fechamos várias parcerias na região africana, o que contribui para o fortalecimento da economia local, além de abrir portas para o Brasil".
A região do Maciço do Baturité no Ceará está pronta para receber os estudantes que pretendem crescer e contribuir com o município, que agora se prepara para uma nova realidade, a era do conhecimento avançado.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas somente nas Missões Diplomáticas brasileiras em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ligação de fibra óptica entre Reino Unido e África do Sul chega a Cabo Verde - 9-Nov-2010 - 20:43
Um ano após a adesão ao projecto West African Cable System (WACS), chegou hoje a Cabo Verde a ligação que entrará em pleno funcionamento em Junho de 2011, entre Londres a Yzerfontein (África do Sul).
O WACS (Sistema de Cabo Oeste Africano, em português) é de fibra óptica e liga o continente africano ao europeu, passando por Portugal e com uma ramificação para Cabo Verde, em que a principal empresa de telecomunicações, a CV Telecom, participada pela Portugal Telecom, investiu 25 milhões de dólares (17,85 milhões de euros).
O investimento, disse à Agência Lusa fonte da empresa, visa satisfazer o elevado crescimento do tráfego na Internet em Cabo Verde, ao mesmo tempo que garante a redundância dos sistemas existentes e melhora a conectividade entre a África e a Europa.
O cabo foi estendido ao longo de 14 530 quilómetros entre Londres e a Yzerfontein, próximo da Cidade do Cabo, com derivações a Portugal (estação terminal no Seixal), Canárias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Congo, RDCongo, Angola (Luanda), Namíbia e África do Sul.
Construído pela Alcatel Lucent, contando com a tecnologia "DWDM" - Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda Densa -, o cabo tem quatro "pares fibras", uma capacidade inicial de 400 a 500 gigabits por segundo e orçou, na sua totalidade, 650 milhões de dólares (464,3 milhões de euros).
Segundo a fonte da CV Telecom, a empresa já concretizou todos os trabalhos para a recepção e alojamento do cabo, concluindo-se uma das mais importantes etapas do projecto com capacidade e qualidade para sustentar as necessidades e exigências de banda larga.
Cabo Verde conta desde 2000 com a operação do cabo de fibra óptica incluído no projecto ATLANTIS 2, que, segundo disse a fonte à Lusa, se constatou ser insuficiente, surgindo a necessidade de reforçar a rede.
Os dados divulgados em Agosto pela Agência Nacional de Comunicações (ANAC) cabo-verdiana indicam que o telefone móvel tem uma taxa de penetração de 71% (cerca de 380 mil clientes) e a Internet aumentou 67% no primeiro semestre deste ano (cerca de 30 mil utilizadores).
Em Setembro, numa entrevista à Lusa, o administrador da empresa cabo-verdiana, Humberto Bettencourt dos Santos, numa antecipação à chegada do WACS a Cabo Verde, lembrou que o plano de investimentos da empresa em 2010 ascende a 30 milhões de euros, permitindo melhorar a qualidade das telecomunicações no país.
A partir de 2011, acrescentou, Cabo Verde terá mais de 1500 quilómetros de fibra óptica, assente em moderna tecnologia IP e com ligações inter-ilhas, "uma rede de primeira classe", permitindo a banda larga em todas as ilhas, melhorando a "muito deficiente" rede fora da de Santiago.
O WACS (Sistema de Cabo Oeste Africano, em português) é de fibra óptica e liga o continente africano ao europeu, passando por Portugal e com uma ramificação para Cabo Verde, em que a principal empresa de telecomunicações, a CV Telecom, participada pela Portugal Telecom, investiu 25 milhões de dólares (17,85 milhões de euros).
O investimento, disse à Agência Lusa fonte da empresa, visa satisfazer o elevado crescimento do tráfego na Internet em Cabo Verde, ao mesmo tempo que garante a redundância dos sistemas existentes e melhora a conectividade entre a África e a Europa.
O cabo foi estendido ao longo de 14 530 quilómetros entre Londres e a Yzerfontein, próximo da Cidade do Cabo, com derivações a Portugal (estação terminal no Seixal), Canárias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Congo, RDCongo, Angola (Luanda), Namíbia e África do Sul.
Construído pela Alcatel Lucent, contando com a tecnologia "DWDM" - Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda Densa -, o cabo tem quatro "pares fibras", uma capacidade inicial de 400 a 500 gigabits por segundo e orçou, na sua totalidade, 650 milhões de dólares (464,3 milhões de euros).
Segundo a fonte da CV Telecom, a empresa já concretizou todos os trabalhos para a recepção e alojamento do cabo, concluindo-se uma das mais importantes etapas do projecto com capacidade e qualidade para sustentar as necessidades e exigências de banda larga.
Cabo Verde conta desde 2000 com a operação do cabo de fibra óptica incluído no projecto ATLANTIS 2, que, segundo disse a fonte à Lusa, se constatou ser insuficiente, surgindo a necessidade de reforçar a rede.
Os dados divulgados em Agosto pela Agência Nacional de Comunicações (ANAC) cabo-verdiana indicam que o telefone móvel tem uma taxa de penetração de 71% (cerca de 380 mil clientes) e a Internet aumentou 67% no primeiro semestre deste ano (cerca de 30 mil utilizadores).
Em Setembro, numa entrevista à Lusa, o administrador da empresa cabo-verdiana, Humberto Bettencourt dos Santos, numa antecipação à chegada do WACS a Cabo Verde, lembrou que o plano de investimentos da empresa em 2010 ascende a 30 milhões de euros, permitindo melhorar a qualidade das telecomunicações no país.
A partir de 2011, acrescentou, Cabo Verde terá mais de 1500 quilómetros de fibra óptica, assente em moderna tecnologia IP e com ligações inter-ilhas, "uma rede de primeira classe", permitindo a banda larga em todas as ilhas, melhorando a "muito deficiente" rede fora da de Santiago.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
SÃO TOME E PRÍNCIPE ocupa 127ª posição entre 169 países no IDH 2010 Relatório aponta educação de baixa qualidade como principal problema. A partir de
O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado nesta quinta-feira (4), mostra o S.tomé e Príncipe na 127ª posição entre 169 países. Os cinco primeiros colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.
De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH “São. Tomé e Príncipe continuam na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH são-tomense vem crescendo igualmente nas duas dimensões [saúde e educação] enquanto a renda familiar (salário) ainda esta muito mal".
De acordo com o relatório, 80,5% dos são-tomenses são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação em São Tomé e Príncipe", disse Comim.
Educação
Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.
"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o S.tomé e Príncipe evoluir ficou maior".
Por :LEONILDO COSTA ALUNO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL EM UFRJ( BRASIL)
De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH “São. Tomé e Príncipe continuam na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH são-tomense vem crescendo igualmente nas duas dimensões [saúde e educação] enquanto a renda familiar (salário) ainda esta muito mal".
De acordo com o relatório, 80,5% dos são-tomenses são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação em São Tomé e Príncipe", disse Comim.
Educação
Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.
"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o S.tomé e Príncipe evoluir ficou maior".
Por :LEONILDO COSTA ALUNO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL EM UFRJ( BRASIL)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
29/09/2010 Alimentação no período de seca deve mudar para adultos e crianças Segundo especialista, é preciso dar prioridade a alimentos naturais e co
Segundo a previsão do tempo, a seca que castiga S.Tomé e Príncipe ainda está longe de dar uma trégua. Mas com uma alimentação adequada as pessoas podem amenizar os incômodos desse período de baixa umidade do ar, sobretudo a desidratação corporal. O ideal é que sejam ingeridos até três litros de água por dia. Também é preciso dar prioridade a alimentos naturais e com baixos teores de açúcar e gordura.
A nutricionista da coordenação de Atenção à Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Ivana Vasconcelos, recomenda priorizar os sucos naturais e frutas com maior quantidade de água. “Nesta época é preciso redobrar os cuidados com o consumo de sucos artificiais e refrigerantes. Pois, além de não hidratar podem ser prejudiciais à saúde. O ideal é dar prioridade aos sucos naturais sem ou com pouco açúcar, água de coco e frutas que tenham porcentagem maior de água, como a melancia e a mexerica”, -orienta Ivana.
Segundo a nutricionista, o ideal para ter uma alimentação saudável é evitar o consumo de carnes e de embutidos em geral, como presunto, salames, mortadela, salsicha, entre outros. Para ela, o caminho é consumir hortaliças cruas, que são servidas frias e dão uma melhor sensação para o corpo.
Ivana Vasconcelos lembra, ainda, que as crianças são muito afetadas nesse período. Por isso, os pais devem redobrar os cuidados com o consumo de líquido dos pequenos e evitar que eles comam alimentos com alto teor de gordura, como o creme de leite e o requeijão. " Adultos são mais resistentes, mas bebês e crianças se desidratam com facilidade. Por isso, os pais devem ficar atentos. O ideal é oferecer líquidos o tempo todo e incentivar o consumo de alimentos leves" , completa a especialista.
Por: Leonildo Costa
A nutricionista da coordenação de Atenção à Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Ivana Vasconcelos, recomenda priorizar os sucos naturais e frutas com maior quantidade de água. “Nesta época é preciso redobrar os cuidados com o consumo de sucos artificiais e refrigerantes. Pois, além de não hidratar podem ser prejudiciais à saúde. O ideal é dar prioridade aos sucos naturais sem ou com pouco açúcar, água de coco e frutas que tenham porcentagem maior de água, como a melancia e a mexerica”, -orienta Ivana.
Segundo a nutricionista, o ideal para ter uma alimentação saudável é evitar o consumo de carnes e de embutidos em geral, como presunto, salames, mortadela, salsicha, entre outros. Para ela, o caminho é consumir hortaliças cruas, que são servidas frias e dão uma melhor sensação para o corpo.
Ivana Vasconcelos lembra, ainda, que as crianças são muito afetadas nesse período. Por isso, os pais devem redobrar os cuidados com o consumo de líquido dos pequenos e evitar que eles comam alimentos com alto teor de gordura, como o creme de leite e o requeijão. " Adultos são mais resistentes, mas bebês e crianças se desidratam com facilidade. Por isso, os pais devem ficar atentos. O ideal é oferecer líquidos o tempo todo e incentivar o consumo de alimentos leves" , completa a especialista.
Por: Leonildo Costa
Viagens a São Tomé e Príncipe
País muito querido pelos portugueses, Brasileiros por todos, São Tomé e Príncipe oferece a oportunidade de uma viagem inesquecível ao lado de um povo franco e hospitaleiro. As históricas roças de São Tomé - como a Roça São João -, as praias desertas e as plantações de café do Príncipe, o imaculado ilhéu das Rolas, as tartarugas da praia Jalé com suas cabanas para ecoturismo, e a própria cidade de São Tomé, capital do país são motivos de sobra para viagens a São Tomé e Príncipe.
São Tomé e Príncipe
Antiga colónia portuguesa independente desde 1975, São Tomé e Príncipe quer favorecer um turismo de qualidade, propondo um quadro único de descoberta, preservando o melhor possível as suas paisagens luxuriantes, a sua arquitectura singular e, sobretudo, a sua cultura calma.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cabo Verde Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados - 29-Sep-2010 - 17:47
Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados, concluiu um relatório científico apresentado na Comissão Europeia (CE) e no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas.
O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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