Segundo a previsão do tempo, a seca que castiga S.Tomé e Príncipe ainda está longe de dar uma trégua. Mas com uma alimentação adequada as pessoas podem amenizar os incômodos desse período de baixa umidade do ar, sobretudo a desidratação corporal. O ideal é que sejam ingeridos até três litros de água por dia. Também é preciso dar prioridade a alimentos naturais e com baixos teores de açúcar e gordura.
A nutricionista da coordenação de Atenção à Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Ivana Vasconcelos, recomenda priorizar os sucos naturais e frutas com maior quantidade de água. “Nesta época é preciso redobrar os cuidados com o consumo de sucos artificiais e refrigerantes. Pois, além de não hidratar podem ser prejudiciais à saúde. O ideal é dar prioridade aos sucos naturais sem ou com pouco açúcar, água de coco e frutas que tenham porcentagem maior de água, como a melancia e a mexerica”, -orienta Ivana.
Segundo a nutricionista, o ideal para ter uma alimentação saudável é evitar o consumo de carnes e de embutidos em geral, como presunto, salames, mortadela, salsicha, entre outros. Para ela, o caminho é consumir hortaliças cruas, que são servidas frias e dão uma melhor sensação para o corpo.
Ivana Vasconcelos lembra, ainda, que as crianças são muito afetadas nesse período. Por isso, os pais devem redobrar os cuidados com o consumo de líquido dos pequenos e evitar que eles comam alimentos com alto teor de gordura, como o creme de leite e o requeijão. " Adultos são mais resistentes, mas bebês e crianças se desidratam com facilidade. Por isso, os pais devem ficar atentos. O ideal é oferecer líquidos o tempo todo e incentivar o consumo de alimentos leves" , completa a especialista.
Por: Leonildo Costa
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Viagens a São Tomé e Príncipe
País muito querido pelos portugueses, Brasileiros por todos, São Tomé e Príncipe oferece a oportunidade de uma viagem inesquecível ao lado de um povo franco e hospitaleiro. As históricas roças de São Tomé - como a Roça São João -, as praias desertas e as plantações de café do Príncipe, o imaculado ilhéu das Rolas, as tartarugas da praia Jalé com suas cabanas para ecoturismo, e a própria cidade de São Tomé, capital do país são motivos de sobra para viagens a São Tomé e Príncipe.
São Tomé e Príncipe
Antiga colónia portuguesa independente desde 1975, São Tomé e Príncipe quer favorecer um turismo de qualidade, propondo um quadro único de descoberta, preservando o melhor possível as suas paisagens luxuriantes, a sua arquitectura singular e, sobretudo, a sua cultura calma.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cabo Verde Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados - 29-Sep-2010 - 17:47
Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados, concluiu um relatório científico apresentado na Comissão Europeia (CE) e no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas.
O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Cabo Verde lidera competitividade entre os países lusófonos de África - 12-Sep-2010 - 19:02 Segundo o Fórum Económico Mundial, Angola está na penúlt
Cabo Verde entrou directamente para a 117ª posição no Ranking de Competitividade 2010/11, uma avaliação feita pela primeira vez ao arquipélago pelo Fórum Económico Mundial (FEM), que, globalmente, considera o desempenho cabo-verdiano “positivo”. No “ranking”, surgem também Portugal, na 46ª posição, com 4,38 pontos (desceu três lugares em relação ao índice 2009/10), Brasil, na 58ª, com 4,28 pontos (desceu dois), Moçambique, na 131ª com 3,32 pontos, (desceu dois) e Angola, que surge pela primeira vez no índice, na 138ª e penúltima posição, com 2,93 pontos.
Os restantes países de língua portuguesa - Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - não foram analisados.
Segundo o documento, Cabo Verde foi positivamente avaliado nos requisitos básicos de competitividade, mas foi penalizado devido à fraca performance dos factores geradores de eficiência, onde ocupa o 129º lugar.
Segundo Franz Tavares, director executivo da Inove Research, uma das empresas que promoveu a entrada do país para o “ranking” dos avaliados, pesaram na avaliação da variável a ineficiência dos mercados laboral e de bens, bem como o incipiente Ensino Superior e a reduzida dimensão do mercado nacional.
No entanto, o arquipélago foi avaliado de forma positiva nos requisitos básicos de competitividade, considerado o factor mais relevante na avaliação de países em desenvolvimento.
Com uma pontuação de 4,13 pontos, Cabo Verde ocupa o 96.º lugar, resultado da avaliação “muito positiva” das instituições públicas (56º na saúde e 89º na educação primária) e de uma outra, “pouco favorável” das infraestruturas, disse Franz Tavares.
No indicador Inovação, Cabo Verde ocupa o 117º lugar, enquanto no de Sofisticação de Negócio desce para o 128º.
Segundo Franz Tavares, entre os 31 países da África Subsaariana avaliados pelo Fórum Económico Mundial, Cabo Verde encontra-se a meio da tabela, 15º lugar.
O “ranking” geral é liderado pela Suíça, seguido da Suécia e de Singapura. Os Estados Unidos da América caíram dois lugares, passando a ocupar a 4ª posição.
O Relatório Global de Competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial é, segundo Franz Tavares, reconhecido mundialmente como a referência de medidas de comparação e de factores que afectam a competitividade e o crescimento dos países.
Divulgado pela primeira vez em 1979, o relatório oferece a mais profunda avaliação da competitividade de mais de 130 países desenvolvidos e emergentes.
Os objectivos passam por fornecer um instrumento único de “benchmarking” para as empresas no desenvolvimento de estratégias e na tomada de decisões de investimento e aos Governos na identificação de obstáculos ao crescimento económico e de medidas de política económica.
Os restantes países de língua portuguesa - Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - não foram analisados.
Segundo o documento, Cabo Verde foi positivamente avaliado nos requisitos básicos de competitividade, mas foi penalizado devido à fraca performance dos factores geradores de eficiência, onde ocupa o 129º lugar.
Segundo Franz Tavares, director executivo da Inove Research, uma das empresas que promoveu a entrada do país para o “ranking” dos avaliados, pesaram na avaliação da variável a ineficiência dos mercados laboral e de bens, bem como o incipiente Ensino Superior e a reduzida dimensão do mercado nacional.
No entanto, o arquipélago foi avaliado de forma positiva nos requisitos básicos de competitividade, considerado o factor mais relevante na avaliação de países em desenvolvimento.
Com uma pontuação de 4,13 pontos, Cabo Verde ocupa o 96.º lugar, resultado da avaliação “muito positiva” das instituições públicas (56º na saúde e 89º na educação primária) e de uma outra, “pouco favorável” das infraestruturas, disse Franz Tavares.
No indicador Inovação, Cabo Verde ocupa o 117º lugar, enquanto no de Sofisticação de Negócio desce para o 128º.
Segundo Franz Tavares, entre os 31 países da África Subsaariana avaliados pelo Fórum Económico Mundial, Cabo Verde encontra-se a meio da tabela, 15º lugar.
O “ranking” geral é liderado pela Suíça, seguido da Suécia e de Singapura. Os Estados Unidos da América caíram dois lugares, passando a ocupar a 4ª posição.
O Relatório Global de Competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial é, segundo Franz Tavares, reconhecido mundialmente como a referência de medidas de comparação e de factores que afectam a competitividade e o crescimento dos países.
Divulgado pela primeira vez em 1979, o relatório oferece a mais profunda avaliação da competitividade de mais de 130 países desenvolvidos e emergentes.
Os objectivos passam por fornecer um instrumento único de “benchmarking” para as empresas no desenvolvimento de estratégias e na tomada de decisões de investimento e aos Governos na identificação de obstáculos ao crescimento económico e de medidas de política económica.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
S. Tomé e Príncipe: mais uma vítima do petróleo?
As reservas de petróleo de São Tomé e Príncipe estão a atrair a cobiça de muitas potências regionais, governos ocidentais e multinacionais do sector, ao ponto de deixar preocupadas associações humanitárias como a Human Rights Watch. Num relatório de 13 páginas intitulado "Um Futuro Incerto", aquela organização alerta para o facto de o arquipélago não estar preparado para gerir esta riqueza
Apesar dos esforços internos e internacionais para melhorar a transparência financeira e a prestação de contas, aquele país africano de língua oficial portuguesa contínua mal equipado para gerir a sua parcela dos lucros do petróleo, afirma a Human Rights Watch. No final do ano, o Governo de São Tomé e Príncipe deverá anunciar as empresas escolhidas para explorar as suas reservas petrolíferas, avaliadas em 10 mil milhões de barris, mas as autoridades sãotomenses foram incapazes ou não fizeram um verdadeiro esforço para cumprir os requisitos da sua filiação, em 2008, na Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), publicando na íntegra os pagamentos feitos pelas companhias interessadas na exploração petrolífera das suas águas.
Para a Human Rights Watch, o arquipélago de São Tomé e Príncipe poderia constituir um paradigma dos esforços internacionais para evitar que os países sejam vítimas dos seus recursos, como já aconteceu a tantos produtores de petróleo (Nigéria, Angola, Gabão e Guiné Equatorial). As futuras receitas do petróleo têm potencial para transformar um país com 166 mil habitantes, bastante pobre e que depende, essencialmente, da exportação de cacau.
Contudo, nem tudo corre mal em São Tomé e Príncipe. A WACT (We Are Changing Together), uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) apolítica e sem fins lucrativos, está a desenvolver desde Setembro de 2009, um programa de melhoria das condições de vida das comunidades mais carenciadas, em parceria com a companhia de aviação portuguesa White. Neste contexto, foram desenvolvidas diversas actividades nas comunidades de Guadalupe e Canavial, tais como a Feira das Profissões e a Tarde Saudável, orientadas por voluntários da WACT.
Reconhecendo o valor económico dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe, a organização está a desenvolver o Projecto WACT Rotas, valorizando o potencial turístico das principais roças do país. Posteriormente, o projecto pretende apostar na capacitação de microempresas familiares que se dediquem ao cultivo de produtos agrícolas típicos, de artesanato e restauração, integradas nas rotas turísticas organizadas pela WACT.
Em 2010 e 2011, a WACT está a implementar duas rotas no distrito de Lobata, destacando a Roça Agostinho Neto como âncora dos roteiros: a Rota Azul inclui um mergulho nas águas transparentes da Lagoa Azul, enquanto a Rota do Peixe, permite ao turista conhecer os segredos da pesca artesanal no arquipélago. A WACT pretende estimular o empreendedorismo dos sãotomenses através de consultoria permanente e apoio financeiro, com base num fundo de microcrédito.
Apesar dos esforços internos e internacionais para melhorar a transparência financeira e a prestação de contas, aquele país africano de língua oficial portuguesa contínua mal equipado para gerir a sua parcela dos lucros do petróleo, afirma a Human Rights Watch. No final do ano, o Governo de São Tomé e Príncipe deverá anunciar as empresas escolhidas para explorar as suas reservas petrolíferas, avaliadas em 10 mil milhões de barris, mas as autoridades sãotomenses foram incapazes ou não fizeram um verdadeiro esforço para cumprir os requisitos da sua filiação, em 2008, na Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), publicando na íntegra os pagamentos feitos pelas companhias interessadas na exploração petrolífera das suas águas.
Para a Human Rights Watch, o arquipélago de São Tomé e Príncipe poderia constituir um paradigma dos esforços internacionais para evitar que os países sejam vítimas dos seus recursos, como já aconteceu a tantos produtores de petróleo (Nigéria, Angola, Gabão e Guiné Equatorial). As futuras receitas do petróleo têm potencial para transformar um país com 166 mil habitantes, bastante pobre e que depende, essencialmente, da exportação de cacau.
Contudo, nem tudo corre mal em São Tomé e Príncipe. A WACT (We Are Changing Together), uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) apolítica e sem fins lucrativos, está a desenvolver desde Setembro de 2009, um programa de melhoria das condições de vida das comunidades mais carenciadas, em parceria com a companhia de aviação portuguesa White. Neste contexto, foram desenvolvidas diversas actividades nas comunidades de Guadalupe e Canavial, tais como a Feira das Profissões e a Tarde Saudável, orientadas por voluntários da WACT.
Reconhecendo o valor económico dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe, a organização está a desenvolver o Projecto WACT Rotas, valorizando o potencial turístico das principais roças do país. Posteriormente, o projecto pretende apostar na capacitação de microempresas familiares que se dediquem ao cultivo de produtos agrícolas típicos, de artesanato e restauração, integradas nas rotas turísticas organizadas pela WACT.
Em 2010 e 2011, a WACT está a implementar duas rotas no distrito de Lobata, destacando a Roça Agostinho Neto como âncora dos roteiros: a Rota Azul inclui um mergulho nas águas transparentes da Lagoa Azul, enquanto a Rota do Peixe, permite ao turista conhecer os segredos da pesca artesanal no arquipélago. A WACT pretende estimular o empreendedorismo dos sãotomenses através de consultoria permanente e apoio financeiro, com base num fundo de microcrédito.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Actividade portuária acelera crescimento de Cabo Verde - 27-Aug-2010 - 17:22 Dentro de um ano 80 por cento dos portos terão as mais modernas infraes
O presidente da Empresa Nacional de Portos (Enapor) de Cabo Verde garantiu que, em 2011, 80 por cento dos portos do país disporão de infraestruturas modernas, lembrando que estas já garantem entre 3 a 4 por cento do Produto Interno Bruto. Em declarações à imprensa, Franklim Spencer disse acreditar que, no próximo ano, todos os portos do país terão capacidade para receber navios contentores, e com tecnologias diferentes, nomeadamente de transporte horizontal.
Franklim Spencer sublinhou que o processo de modernização dos portos de Cabo Verde visa dotar o país de infraestruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo Governo cabo-verdiano, que passa por potenciar a sua vocação logística no Atlântico Médio.
A Enapor é a empresa pública que gere os nove portos marítimos, um por cada ilha, destacando-se os três internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).
Em Agosto de 2009, Franklim Spencer apontara 2012 como o ano em que Cabo Verde teria os seus portos preparados para competir com quaisquer outros, destacando, na altura, o de São Vicente, no qual o executivo tenciona criar um “centro económico”, com a oferta de uma Zona Franca, com produtos em regime de isenção aduaneira.
A previsão é crescer de 150/200 para 400/500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2000 mil para 4000 ou mesmo 5000. Mas Cabo Verde pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.
Segundo o presidente da Enapor, em 2012, altura em que deverá ficar concluído o plano de investimentos em várias ilhas, que ascende a 300 milhões de euros de investimento, o país terá um sector portuário “muito mais dinâmico” e com “capacidade para projectar o seu desenvolvimento” económico.
Franklim Spencer recordou que a Enapor contribui com 2,127 milhões de contos (19,2 milhões de euros) para o Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano, o que corresponde entre 3 a 4 por cento do total, tendo em conta, directa e indirectamente, a exploração e actividade dos portos.
O porto da Praia contribui com 38 por cento do volume global, seguido pelo de São Vicente (34 por cento), Palmeira (10 a 12 por cento) e o conjunto dos restantes portos (Brava, Fogo, Maio, Boavista, São Nicolau e Santo Antão) com 14 a 16 por cento, acrescentou.
Franklim Spencer realçou também o crescimento e a participação do sector portuário na economia cabo-verdiana, indicando que, no passado, representava 10 por cento do setcor terciário (transportes) e que, actualmente, está entre os 25 e os 30 por cento, o que lhe permite também participar nos investimentos em curso.
Franklim Spencer sublinhou que o processo de modernização dos portos de Cabo Verde visa dotar o país de infraestruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo Governo cabo-verdiano, que passa por potenciar a sua vocação logística no Atlântico Médio.
A Enapor é a empresa pública que gere os nove portos marítimos, um por cada ilha, destacando-se os três internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).
Em Agosto de 2009, Franklim Spencer apontara 2012 como o ano em que Cabo Verde teria os seus portos preparados para competir com quaisquer outros, destacando, na altura, o de São Vicente, no qual o executivo tenciona criar um “centro económico”, com a oferta de uma Zona Franca, com produtos em regime de isenção aduaneira.
A previsão é crescer de 150/200 para 400/500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2000 mil para 4000 ou mesmo 5000. Mas Cabo Verde pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.
Segundo o presidente da Enapor, em 2012, altura em que deverá ficar concluído o plano de investimentos em várias ilhas, que ascende a 300 milhões de euros de investimento, o país terá um sector portuário “muito mais dinâmico” e com “capacidade para projectar o seu desenvolvimento” económico.
Franklim Spencer recordou que a Enapor contribui com 2,127 milhões de contos (19,2 milhões de euros) para o Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano, o que corresponde entre 3 a 4 por cento do total, tendo em conta, directa e indirectamente, a exploração e actividade dos portos.
O porto da Praia contribui com 38 por cento do volume global, seguido pelo de São Vicente (34 por cento), Palmeira (10 a 12 por cento) e o conjunto dos restantes portos (Brava, Fogo, Maio, Boavista, São Nicolau e Santo Antão) com 14 a 16 por cento, acrescentou.
Franklim Spencer realçou também o crescimento e a participação do sector portuário na economia cabo-verdiana, indicando que, no passado, representava 10 por cento do setcor terciário (transportes) e que, actualmente, está entre os 25 e os 30 por cento, o que lhe permite também participar nos investimentos em curso.
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