Digo muitas vezes “o que seria do amarelo se todos gostassem do azul”, mas nem sempre é assim…
Ok, vamos escolher definitivamente o turismo como ponto de partida para arranque do País ou não?
Vamos escolher a agricultura? Sei lá! Tomates, cenouras, cacau, coco, ananás? Pode ser, mas parece que não encontramos compradores se produzirmos mais do que 20 hectares…e exportar? Talvez. E que condições para transportar, preços e acordos?
Vamos escolher a pesca? Artesanal? Isso dará para a subsistência! Ok, industrial!? Com quem? Acordos? Sim, fizemos alguns, mas também temos alguns “encalhados”.
Vamos ao petróleo? Sim, mas temos que rever, muitos dos acordos feitos e deitar a baixo alguns contractos à luz da boa governança. Será melhor aguardar alguns anos até sermos “maiores e vacinados”.
…e turismo? Valerá a pena ou não? O que pode vir daí?
Bem imaginem que começa a vir mais gente visitar-nos…precisamos de mais papel para impressos dos vistos, mais motoristas para os levar aos hotéis, mais alguns dicionários para os perceber, mais alguns quilos de fertilizantes para as cenouras, mais motores Yamaha de 15 cavalos para trazer peixe andala, mais mesas para servir umas creoulas frescas, mais lixas para o artesanato, mais tecido para as batas dos enfermeiros, mais pedra para calcetar as estradas… Ah! Também vamos precisar de mais gasóleo…
Enfim se calhar chegamos à agricultura, à pesca aos serviços e muito mais se começamos pelo TURISM
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Cuba quer construir universidade de medicina em São Tomé
São Tomé 12-05-2010 - O Governo cubano pretende construir em São Tomé uma universidade de medicina avançada, de acordo com uma proposta apresentada pelo embaixador cubano acreditado em São Tomé e Príncipe e Angola, Pedro Ross Leal. A proposta cubana foi apresentada pelo diplomata durante um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Carlos Tiny. “Estamos a amadurecer um projecto para abrirmos uma escola de medicina, aqui em São Tomé”, disse Pedro Rossi Leal, acrescentando: “nós temos pouco, mas podemos repartir o pouco que temos com os outros. Essa é a nossa filosofia”.
O diplomata cubano, residente em Luanda, disse que essa universidade de medicina pode ter a comparticipação de outros países, acrescentando que terá a valência para “formar médicos para São Tomé e para o resto dos países da sub-região”.
Para as autoridades são-tomenses, o projecto é visto “com bons olhos” já que “se enquadra na política do Governo para a transformação de São Tomé e Príncipe num país de prestação de serviços”, disse uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação são-tomense (MNEC).
Segundo a mesma fonte, a execução desse projecto está prevista para médio prazo porque o objectivo é limitar o envio para Cuba de estudantes para formação em medicina e aumentar, consequentemente, o número daqueles que pretendem formar-se nessa área.
“No próximo mês de Agosto estão previstos deslocar-se para Cuba uma vintena de estudantes são-tomense para fazer medicina. Tendo uma escola aqui, podem fazer medicina 50, 60 ou 100 jovens”, disse Pedro Ross.
“Nos últimos três anos, foram abertas cinco escolas de medicina em Angola, em cinco províncias diferentes. Podemos fazer o mesmo aqui em S. Tomé”, acrescentou o embaixador.
Cuba tem atualmente a trabalhar no principal hospital do arquipélago uma equipa de sete médicos nas especialidades de cirurgia geral, pediatria, ginecologia, internamento, psiquiatria, anestesia e otorrinolaringologia.
“Quando você olha para a população de São Tomé, pergunta quem são os profissionais e técnicos que existem em São Tomé e Príncipe e chega à conclusão que a grande maioria formou-se em Cuba ou com os professores cubanos em São Tomé quando tínhamos aqui professores há mais de 30 anos”, justificou.
A cooperação com Cuba centra-se atualmente nas áreas de educação (formação de quadros) e nos domínios da saúde, onde Cuba tem vários médicos especialistas a trabalhar como cooperantes, pagos com o financiamento da cooperação taiwanesa.
“Estamos a trabalhar no sentido de alargar essa cooperação para outras áreas”, acrescentou o diplomata cubano, que aponta o turismo e a pesca como o próximo alvo da cooperação entre os dois países.
“Somos uma potência turística, recebemos 2,3 milhões de turistas por ano e podemos transmitir essa experiencia para o apoio ao desenvolvimento turístico de São Tomé e Príncipe”, explicou.
Solidariedade contra o embargo dos EUA
Enquanto isso, Cuba pediu “solidariedade dos países amigos” com vista a pressionar a administração norte-americana a levantar o bloqueio económico imposto há mais de 40 anos, disse o embaixador cubano.
“Temos uma situação económica muito séria, a nível internacional temos que dar no duro porque temos adicionalmente a crise económica mundial e o bloqueio desumano e brutal que se exerce contra o nosso país”, disse Pedro Ross Leal.
“Como sempre, temos contado com o apoio e a solidariedade de São Tomé e Príncipe na arena internacional” disse o diplomata cubano, lembrando que em Setembro próximo se realiza a Assembleia Geral das Nações Unidas, em que um dos temas em discussão será o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.
“São Tomé e Príncipe, na voz do seu Presidente, sempre apoiou o levantamento do bloqueio imposto contra o nosso povo, contra o nosso país, contra os nossos, velhos, mulheres e crianças”, acrescentou o diplomata cubano
O diplomata cubano, residente em Luanda, disse que essa universidade de medicina pode ter a comparticipação de outros países, acrescentando que terá a valência para “formar médicos para São Tomé e para o resto dos países da sub-região”.
Para as autoridades são-tomenses, o projecto é visto “com bons olhos” já que “se enquadra na política do Governo para a transformação de São Tomé e Príncipe num país de prestação de serviços”, disse uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação são-tomense (MNEC).
Segundo a mesma fonte, a execução desse projecto está prevista para médio prazo porque o objectivo é limitar o envio para Cuba de estudantes para formação em medicina e aumentar, consequentemente, o número daqueles que pretendem formar-se nessa área.
“No próximo mês de Agosto estão previstos deslocar-se para Cuba uma vintena de estudantes são-tomense para fazer medicina. Tendo uma escola aqui, podem fazer medicina 50, 60 ou 100 jovens”, disse Pedro Ross.
“Nos últimos três anos, foram abertas cinco escolas de medicina em Angola, em cinco províncias diferentes. Podemos fazer o mesmo aqui em S. Tomé”, acrescentou o embaixador.
Cuba tem atualmente a trabalhar no principal hospital do arquipélago uma equipa de sete médicos nas especialidades de cirurgia geral, pediatria, ginecologia, internamento, psiquiatria, anestesia e otorrinolaringologia.
“Quando você olha para a população de São Tomé, pergunta quem são os profissionais e técnicos que existem em São Tomé e Príncipe e chega à conclusão que a grande maioria formou-se em Cuba ou com os professores cubanos em São Tomé quando tínhamos aqui professores há mais de 30 anos”, justificou.
A cooperação com Cuba centra-se atualmente nas áreas de educação (formação de quadros) e nos domínios da saúde, onde Cuba tem vários médicos especialistas a trabalhar como cooperantes, pagos com o financiamento da cooperação taiwanesa.
“Estamos a trabalhar no sentido de alargar essa cooperação para outras áreas”, acrescentou o diplomata cubano, que aponta o turismo e a pesca como o próximo alvo da cooperação entre os dois países.
“Somos uma potência turística, recebemos 2,3 milhões de turistas por ano e podemos transmitir essa experiencia para o apoio ao desenvolvimento turístico de São Tomé e Príncipe”, explicou.
Solidariedade contra o embargo dos EUA
Enquanto isso, Cuba pediu “solidariedade dos países amigos” com vista a pressionar a administração norte-americana a levantar o bloqueio económico imposto há mais de 40 anos, disse o embaixador cubano.
“Temos uma situação económica muito séria, a nível internacional temos que dar no duro porque temos adicionalmente a crise económica mundial e o bloqueio desumano e brutal que se exerce contra o nosso país”, disse Pedro Ross Leal.
“Como sempre, temos contado com o apoio e a solidariedade de São Tomé e Príncipe na arena internacional” disse o diplomata cubano, lembrando que em Setembro próximo se realiza a Assembleia Geral das Nações Unidas, em que um dos temas em discussão será o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.
“São Tomé e Príncipe, na voz do seu Presidente, sempre apoiou o levantamento do bloqueio imposto contra o nosso povo, contra o nosso país, contra os nossos, velhos, mulheres e crianças”, acrescentou o diplomata cubano
sexta-feira, 7 de maio de 2010
ENASA em greve e avião da TAP aterra sem nível de segurança aérea exigida
O Parvo 07-05-2010 O avião comercial da TAP aterrou e descolou esta manhã no Aeroporto Internacional de SãoTomé, sem as devidas condições de segurança porque os trabalhadores da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA) estão desde ontem em greve indeterminado. Os trabalhadores exigem a demissão em bloco da direcção da empresa, devido a má gestão e falta de condições laborais e salariais.
As autoridades fizeram deslocar esta manhã para o aeroporto cerca de três dezenas de policiais de intervenção que se encontram espalhadas por todos os edifícios e serviços aeroportuários. Em contacto telefónico esta manhã, com o líder do sindicato dos trabalhadores, Osvaldo Monte Verde confirmou esta aterragem sem nível de segurança exigida. Apontou o exemplo de dois carros bombeiros municipais, que designou chamar de “caixas de fósforo” sem preparação para um serviço de segurança aeroportuário.
A propósito, disse mesmo que vai elaborar um relatório de denúncia a OIT sobre essa situação, apontando os perigos desse comportamento das autoridades. E, perante uma situação que viola os direitos dos trabalhadores e que possa pôr em perigo a vida dos passageiros, Osvaldo Monte Verde disse que ainda esta manhã o sindicato vai reunir todos os trabalhadores para ouvi-los e tomar outras posições, conforme decisão do colectivo.
O Sindicato da ENASA vai também apontar o dedo à TAP que, no entender do sindicato, tem duas “cores” e duas “línguas” nas reclamações que ela vem fazendo sobre a questão de segurança no Aeroporto Internacional de SãoTomé. Diz Osvaldo Verde que a TAP está sempre a lamentar sobre a situação de segurança do aeroporto.
Por isso, coloca uma pergunta: “Sabendo a TAP que os trabalhadores da ENASA estão em greve, (aumento de insegurança), porquê transportar passageiros nestas condições para SãoTomé?”. Comentando, Osvaldo Verde diz que a TAP terá feito isso para “somar pontos ao primeiro-ministro, Rafael Branco e a sua filha Natacha Branco que é delegada da TAP em SaoTomé e Príncipe”.
Saliente-se que esta greve continuou depois de fracassados encontros de negociações que o sindicato dos grevistas teve com o ministro de tutela, Benjamim Vera Cruz e o primeiro-ministro, Rafael Branco. Do fracasso, as carreiras comerciais da TAAG e de outras não puderam ser concretizadas. Será que a TAP terá feito uma aventura?
As autoridades fizeram deslocar esta manhã para o aeroporto cerca de três dezenas de policiais de intervenção que se encontram espalhadas por todos os edifícios e serviços aeroportuários. Em contacto telefónico esta manhã, com o líder do sindicato dos trabalhadores, Osvaldo Monte Verde confirmou esta aterragem sem nível de segurança exigida. Apontou o exemplo de dois carros bombeiros municipais, que designou chamar de “caixas de fósforo” sem preparação para um serviço de segurança aeroportuário.
A propósito, disse mesmo que vai elaborar um relatório de denúncia a OIT sobre essa situação, apontando os perigos desse comportamento das autoridades. E, perante uma situação que viola os direitos dos trabalhadores e que possa pôr em perigo a vida dos passageiros, Osvaldo Monte Verde disse que ainda esta manhã o sindicato vai reunir todos os trabalhadores para ouvi-los e tomar outras posições, conforme decisão do colectivo.
O Sindicato da ENASA vai também apontar o dedo à TAP que, no entender do sindicato, tem duas “cores” e duas “línguas” nas reclamações que ela vem fazendo sobre a questão de segurança no Aeroporto Internacional de SãoTomé. Diz Osvaldo Verde que a TAP está sempre a lamentar sobre a situação de segurança do aeroporto.
Por isso, coloca uma pergunta: “Sabendo a TAP que os trabalhadores da ENASA estão em greve, (aumento de insegurança), porquê transportar passageiros nestas condições para SãoTomé?”. Comentando, Osvaldo Verde diz que a TAP terá feito isso para “somar pontos ao primeiro-ministro, Rafael Branco e a sua filha Natacha Branco que é delegada da TAP em SaoTomé e Príncipe”.
Saliente-se que esta greve continuou depois de fracassados encontros de negociações que o sindicato dos grevistas teve com o ministro de tutela, Benjamim Vera Cruz e o primeiro-ministro, Rafael Branco. Do fracasso, as carreiras comerciais da TAAG e de outras não puderam ser concretizadas. Será que a TAP terá feito uma aventura?
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Norton de Matos vai treinar selecção guineense
O treinador de futebol português Norton de Matos é a partir desta segunda-feira o selecionador de futebol da Guiné-Bissau, disse à agência Lusa o director geral do Desporto guineense, Fidelis Forbs.
Segundo Fidelis Forbs, o treinador português chega esta segunda-feira a Bissau proveniente de Dacar, Senegal, e faz declarações à imprensa no aeroporto.
De acordo com a mesma fonte, os contactos com Norton de Matos tiveram início em Março.
O técnico português tem contrato até Outubro de 2011 e vai ajudar a selecção guineense a passar a fase preliminar da Taça de África das Nações de 2012
Segundo Fidelis Forbs, o treinador português chega esta segunda-feira a Bissau proveniente de Dacar, Senegal, e faz declarações à imprensa no aeroporto.
De acordo com a mesma fonte, os contactos com Norton de Matos tiveram início em Março.
O técnico português tem contrato até Outubro de 2011 e vai ajudar a selecção guineense a passar a fase preliminar da Taça de África das Nações de 2012
ABC a «arma de cooperação maciça» brasileira em África
Brasília - Com uma sigla que sugere o nome de um manual, a Agência Brasileira de Cooperação, ABC, tornou-se em tempo recorde no centro nevrálgico da vontade política do Palácio do Planalto e da estratégia do Itamaraty no continente africano.
Não será por acaso que a ABC ainda está instalada no complexo do Palácio do Itamaraty, nome pelo qual é mais conhecido o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, MRE. Em face ao ministério erguem-se as torres do Congresso Federal e Senado que concluem a majestosa avenida «dos Ministérios» idealizada por Óscar Niemeyer. Lateralmente, surge o novo Palácio do Planalto que alberga a presidência.
Os principais alicerces do poder político brasileiro estão assim concentrados num eixo onde discretamente emerge o «peso pesado» da cooperação brasileira, ABC, e a ponta de lança do Itamaraty em África segurada pelo Planalto.
Quando se fala de África em Brasília os responsáveis de qualquer Ministério respondem mecanicamente, e textualmente, que «o Presidente Lula definiu que a cooperação com África é prioritária para o Brasil, trata-se de um relacionamento estratégico». No entanto Marco Farani, o energético Director da ABC, realça o «calcanhar de Aquiles» da cooperação: «a Lei brasileira ainda limita muito a acção de cooperação que o Brasil pretende fornecer». Para contornar esta lacuna a cooperação brasileira é designada apenas como «cooperação técnica».
Juridicamente, o Brasil, país emergente, continua a ser encarado internamente como do Terceiro Mundo, não podendo assim fornecer cooperação, mas apenas receber. Um paradoxo legislativo que não se coaduna com o posicionamento do Brasil nas esferas do poder planetário e na dinâmica brasileira em África, bloqueando burocraticamente o salto quantitativo e qualitativo da acção idealizada no Planalto.
«É apenas uma questão de tempo para ultrapassarmos esse problema», diz Marco Farani esboçando um sorriso premonitório, «um projecto lei já está esboçado e poderá ser apresentado até ao final de 2010. Não podemos estar bloqueados por uma Lei que já não se ajusta à realidade actual.»
Os limites legislativos acabaram assim por ser um pormenor habilmente contornado pela designação de «cooperação técnica» e através parcerias com instituições e organismos externos. Mas, também aliado ao imbróglio legislativo estão as limitações orçamentais da Agência.
A ABC «gere apenas um orçamento de 70 milhões de Reais (cerca de 30 milhões de euros). Comparativamente a outros países, com fortes tradições na cooperação em África, que dispõem de orçamentos dez vezes superiores ao nosso, conseguimos fazer dez vezes mais que eles. Isto é uma realidade bem visível» sublinha Marco Farani, «fizemos uma remodelação total nos mecanismos clássicos da cooperação, implicamos todos os ministérios e desenvolvemos articulações entre as instituições e organizações. Ou seja, criamos um novo conceito de cooperação adaptado à especificidade brasileira evitando os erros dos outros.»
Desde 2003, a ABC já desenvolveu mais de 150 programas e projectos de cooperação técnica. Em 2008 cerca de 115 acções de cooperação, entre projectos e actividades isoladas, foram executadas apenas no continente africano onde se destacaram os países da lusofonia que absorveram cerca de 74 por cento do volume dos recursos da ABC. «A lusofonia será sempre uma prioridade óbvia brasileira, mas vamos alargar o nosso leque de acção e diversificar os beneficiários», avança Farani.
Acções no Senegal, Nigéria, Namíbia, Quénia, Burquina Faso, Botsuana, Chade, Mali, Marrocos e Zâmbia, assim como vários outros países, já estão em curso ou em fase de negociação. «O alargamento da cooperação brasileira depende dos países que a requerem» realça o Ministro, «no entanto, privilegiámos uma cooperação durável e não efémera e que se auto financie a médio prazo». O sucesso do projecto no Gana, onde a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já abriu um escritório, já é uma referência com o programa de desenvolvimento de culturas para biocombustíveis, abrindo uma nova fase nas energias alternativas em África.
Neste quadro, e respondendo às solicitações dos Estados africanos, a aposta no desenvolvimento agrário tornou-se a área de excelência de acção que, além dos países citados, também já abrange todos os PALOP, Camarões, Tunísia, Argélia e Tanzânia.
Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a ABC desenvolve a instalação de Centros de Formação Profissional, mas também está presente com programas nos sectores diversos como o ensino, governação, saúde, Direitos Humanos.
De uma forma autónoma, relativamente à ABC, estão dois ministérios vitais que actuam igualmente de forma determinante na cooperação brasileira em África, o Ministério da Defesa e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Em breve a ABC vai abandonar o «Anexo I» do Itamaraty e ocupar novas instalações, maiores e mais adaptadas à sua missão, onde vão trabalhar os 120 funcionários da Agência, especializados exclusivamente em «cooperação», e até ao fim do ano devem ser reforçados com mais 50 novos elementos, confirmou Farani.
Mesmo assente num vazio legal interno, a cooperação brasileira transformou-se em poucos anos num eficaz instrumento diplomático na reconstrução da nova imagem e mutação do «jeitinho brasileiro» em potente «arma de cooperação maciça» habilmente coordenada com os objectivos estratégicos políticos e económicos internacionais do Itamaraty e do Planalto.
Não será por acaso que a ABC ainda está instalada no complexo do Palácio do Itamaraty, nome pelo qual é mais conhecido o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, MRE. Em face ao ministério erguem-se as torres do Congresso Federal e Senado que concluem a majestosa avenida «dos Ministérios» idealizada por Óscar Niemeyer. Lateralmente, surge o novo Palácio do Planalto que alberga a presidência.
Os principais alicerces do poder político brasileiro estão assim concentrados num eixo onde discretamente emerge o «peso pesado» da cooperação brasileira, ABC, e a ponta de lança do Itamaraty em África segurada pelo Planalto.
Quando se fala de África em Brasília os responsáveis de qualquer Ministério respondem mecanicamente, e textualmente, que «o Presidente Lula definiu que a cooperação com África é prioritária para o Brasil, trata-se de um relacionamento estratégico». No entanto Marco Farani, o energético Director da ABC, realça o «calcanhar de Aquiles» da cooperação: «a Lei brasileira ainda limita muito a acção de cooperação que o Brasil pretende fornecer». Para contornar esta lacuna a cooperação brasileira é designada apenas como «cooperação técnica».
Juridicamente, o Brasil, país emergente, continua a ser encarado internamente como do Terceiro Mundo, não podendo assim fornecer cooperação, mas apenas receber. Um paradoxo legislativo que não se coaduna com o posicionamento do Brasil nas esferas do poder planetário e na dinâmica brasileira em África, bloqueando burocraticamente o salto quantitativo e qualitativo da acção idealizada no Planalto.
«É apenas uma questão de tempo para ultrapassarmos esse problema», diz Marco Farani esboçando um sorriso premonitório, «um projecto lei já está esboçado e poderá ser apresentado até ao final de 2010. Não podemos estar bloqueados por uma Lei que já não se ajusta à realidade actual.»
Os limites legislativos acabaram assim por ser um pormenor habilmente contornado pela designação de «cooperação técnica» e através parcerias com instituições e organismos externos. Mas, também aliado ao imbróglio legislativo estão as limitações orçamentais da Agência.
A ABC «gere apenas um orçamento de 70 milhões de Reais (cerca de 30 milhões de euros). Comparativamente a outros países, com fortes tradições na cooperação em África, que dispõem de orçamentos dez vezes superiores ao nosso, conseguimos fazer dez vezes mais que eles. Isto é uma realidade bem visível» sublinha Marco Farani, «fizemos uma remodelação total nos mecanismos clássicos da cooperação, implicamos todos os ministérios e desenvolvemos articulações entre as instituições e organizações. Ou seja, criamos um novo conceito de cooperação adaptado à especificidade brasileira evitando os erros dos outros.»
Desde 2003, a ABC já desenvolveu mais de 150 programas e projectos de cooperação técnica. Em 2008 cerca de 115 acções de cooperação, entre projectos e actividades isoladas, foram executadas apenas no continente africano onde se destacaram os países da lusofonia que absorveram cerca de 74 por cento do volume dos recursos da ABC. «A lusofonia será sempre uma prioridade óbvia brasileira, mas vamos alargar o nosso leque de acção e diversificar os beneficiários», avança Farani.
Acções no Senegal, Nigéria, Namíbia, Quénia, Burquina Faso, Botsuana, Chade, Mali, Marrocos e Zâmbia, assim como vários outros países, já estão em curso ou em fase de negociação. «O alargamento da cooperação brasileira depende dos países que a requerem» realça o Ministro, «no entanto, privilegiámos uma cooperação durável e não efémera e que se auto financie a médio prazo». O sucesso do projecto no Gana, onde a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já abriu um escritório, já é uma referência com o programa de desenvolvimento de culturas para biocombustíveis, abrindo uma nova fase nas energias alternativas em África.
Neste quadro, e respondendo às solicitações dos Estados africanos, a aposta no desenvolvimento agrário tornou-se a área de excelência de acção que, além dos países citados, também já abrange todos os PALOP, Camarões, Tunísia, Argélia e Tanzânia.
Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a ABC desenvolve a instalação de Centros de Formação Profissional, mas também está presente com programas nos sectores diversos como o ensino, governação, saúde, Direitos Humanos.
De uma forma autónoma, relativamente à ABC, estão dois ministérios vitais que actuam igualmente de forma determinante na cooperação brasileira em África, o Ministério da Defesa e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Em breve a ABC vai abandonar o «Anexo I» do Itamaraty e ocupar novas instalações, maiores e mais adaptadas à sua missão, onde vão trabalhar os 120 funcionários da Agência, especializados exclusivamente em «cooperação», e até ao fim do ano devem ser reforçados com mais 50 novos elementos, confirmou Farani.
Mesmo assente num vazio legal interno, a cooperação brasileira transformou-se em poucos anos num eficaz instrumento diplomático na reconstrução da nova imagem e mutação do «jeitinho brasileiro» em potente «arma de cooperação maciça» habilmente coordenada com os objectivos estratégicos políticos e económicos internacionais do Itamaraty e do Planalto.
terça-feira, 27 de abril de 2010
S Tomé e Príncipe Governo do Príncipe admite decretar estado de calamidade por falta de chuva - 26-Apr-2010 - 21:06
O governo regional do Príncipe poderá decretar em breve o estado de calamidade caso nos próximos dias não chova na ilha, onde os agricultores se queixam de prejuízos elevados devido à falta de precipitação.
"A situação é crítica, vamos primeiro fazer um levantamento, tomar conhecimento real da situação, e logo depois pedir apoios aos nossos parceiros e ao governo central", disse o presidente do governo regional, José Cardoso Cassandra.
"A continuar assim, temos que considerar que é uma situação de calamidade natural para a agricultura aqui no Príncipe" acrescentou o governante.
Há três meses que não chove na ilha, em pleno Equador, particularmente chuvosa nesta época do ano, e os agricultores estão a somar prejuízos com a seca.
A Lusa apurou que vários agricultores se reuniram este fim de semana com o governo local para procurar uma solução para o problema.
"Apareceu a bruma seca numa altura em que não estávamos habituados. Normalmente ela só aparece em princípio de janeiro e este ano infelizmente surgiu em Março. É evidente que isto alterou totalmente as condições meteorológicas e ambientais, provocou uma redução de actividade atmosférica e ao mesmo tempo uma elevação da temperatura", explicou Silvestre Umbelina, responsável pelos serviços meteorológicos da Ilha do Príncipe.
"É verdade que essa alteração do ambiente teve algum reflexo na agricultura", acrescentou Umbelina, engenheiro agrónomo de profissão.
"Se não chover nos próximos dias, vamos ter de ficar de braços cruzados", lamentou, por sua vez, o agricultor João Sampaio.
O governo regional começa a considerar ser necessário pensar, pela primeira vez, num sistema de rega para a região autónoma do Príncipe, apesar de "ser difícil, tendo em conta a própria topografia da ilha", reconhece Silvestre Umbelina.
"A situação é crítica, vamos primeiro fazer um levantamento, tomar conhecimento real da situação, e logo depois pedir apoios aos nossos parceiros e ao governo central", disse o presidente do governo regional, José Cardoso Cassandra.
"A continuar assim, temos que considerar que é uma situação de calamidade natural para a agricultura aqui no Príncipe" acrescentou o governante.
Há três meses que não chove na ilha, em pleno Equador, particularmente chuvosa nesta época do ano, e os agricultores estão a somar prejuízos com a seca.
A Lusa apurou que vários agricultores se reuniram este fim de semana com o governo local para procurar uma solução para o problema.
"Apareceu a bruma seca numa altura em que não estávamos habituados. Normalmente ela só aparece em princípio de janeiro e este ano infelizmente surgiu em Março. É evidente que isto alterou totalmente as condições meteorológicas e ambientais, provocou uma redução de actividade atmosférica e ao mesmo tempo uma elevação da temperatura", explicou Silvestre Umbelina, responsável pelos serviços meteorológicos da Ilha do Príncipe.
"É verdade que essa alteração do ambiente teve algum reflexo na agricultura", acrescentou Umbelina, engenheiro agrónomo de profissão.
"Se não chover nos próximos dias, vamos ter de ficar de braços cruzados", lamentou, por sua vez, o agricultor João Sampaio.
O governo regional começa a considerar ser necessário pensar, pela primeira vez, num sistema de rega para a região autónoma do Príncipe, apesar de "ser difícil, tendo em conta a própria topografia da ilha", reconhece Silvestre Umbelina.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
FAÇAM ALGUMA COISA POR NÓS OS ESTUDANTES NO ESTRANGEIRO
Téla Nón
Email: abelveiga@voila.fr
Site: http://www.telanon.in
, Quarta-feira, 21 de Abril 2010
Brasil, 20 de abril de 2010.
Excelentíssimo senhores membro de Governo da Nação São Tomense, Sr. Presidente da Republica, Sr. Primeiro Ministro, Sr.Ministro da Educação, Srª. Ministra de planos e finanças e Srs.Deputados entre outros.
Excelência,
É lamentável a situação dos estudantes cá no Brasil, o governo não nos paga aproximadamente oito meses e a situação continua se agravando muito mais, quando deparamos com muitas contas em atraso e principalmente o aluguer da casa e a refeição que temos de fazer diariamente.
Não conseguimos entender como o governo Pode fazer uma coisa dessas principalmente a quem de Direito, sendo que a nossa estada cá como estudantes tem um objectivo e não se trata de um emigrante que ausentou do país porque pretendia a qualquer custo buscar soluções que minimizassem seus constrangimentos, mas sim alguém que assinou um protocolo com seu governo no que concernem ao pagamento de uma bolsa de estudo pelo menos no prazo de três em três meses.
Mas do que obvio isso nunca se sucedeu, encontra partida levamos seis, sete oito meses depois para receber um valor ínfimo que acima de tudo contribui para nos penalizar muito mais do que já estamos.
Não pretendemos com este artigo tecer qualquer critica aos Governantes de São Tomé e Príncipe, o principal objetivo é tentar buscar juntamente com o Governo uma solução que possa viabilizar duma vez por toda a irresponsabilidade e falta de humanismo. Temos a plena convicção de que a vossa excelência Sr.Ministro da Educação o responsável pelo controle da nossa manutenção, sabe perfeitamente a nossa situação cá no Brasil, a vossa Excelência esteve no Brasil no mês passado e averiguou quais a realidade, mas mesmo assim prefere fazer de conta que está tudo certinho…isso é cruel, isso não se faz, que tal vossa excelência se posicionar como um estudante contemporâneo e fazer uma viagem ao seu interior?
Porque vossa Excelência não siga exemplo de alguns países do PALOP que assumem a responsabilidade com seus estudantes e mostram patriotismo. É dessa forma que esperemos ver um São Tomé e Príncipe melhor?
Agora vejamos. Uma pessoa que paga aluguel no valor de 300 reais e, recebem a bolsa de 900 USD, depois de seus oito meses, tendo em conta que esse valor corresponde aproximadamente 1.500 reais, não esquecendo de materiais didáticos, transporte, saúde e alimentação.
Ao mesmo tempo reconhecendo que o salário auferido pelos nossos pais em São Tomé e Príncipe não corresponde com a realidade que lhes permitissem nos enviar algum trocado e, Vossa Excelência sabe perfeitamente, creio que o Governo deveria ser mais solidário, principalmente a quem de Direito, pelo menos nos manter informado e nos dar total atenção, quer moral, quer financeiro porque a final seremos também o servidor dessa pátria que um dia nos viu nascer… Mas pelo que pareasse, temos pessoas desumanas no comando do nosso País, não são gentes, ferem-nos e ficamos sem reputação. Bandos de arrogantes e prepotentes pensam que o país é vosso e façam que quiser. Será que o governo não consegue regularizar este subsidio e passar a nos pagar mensalmente duma vez por toda, de forma a evitar diversos constrangimentos?
Nos estudantes no Brasil não podemos trabalhar, o nível de vida tem estado a complicar a cada dia que passa e como estrangeiro não é muito bom para nos, queremos terminar o nosso curso e regressar logo, precisamos o mais breve possível que a vossa excelência Sr.Ministro da tutela faça alguma coisa em nosso favor.
Não podemos ter falta de auto-estima, isso prejudica nos estudos, mas o certo é que as coisas não têm sido fáceis, somos obrigados a atrasar no curso por não ter condições socioeconômicas financeiras suficientes para arcar com as despesas tendo em conta que um universitário precisa se reunir mínimas condições que lhe permita ter um bom desempenho acadêmico, algumas universidades ainda entra em greve, isso nos complica a vida, a situação é melancólica, Por favor, façam alguma coisa.
Sem qualquer outro assunto, aguardamos de imediato a mais alta decisão da vossa excelência.
Estudantes de São Tomé e Príncipe no Brasil
Autores:
Mateus D´alvaro
Bobe Valentin
Laura Boa Morte
Eliza de Assunção
Silmara Nunis
Mateus Abrão
Flavio Oliveira
João Botelho
Cleonice Lima
Email: abelveiga@voila.fr
Site: http://www.telanon.in
, Quarta-feira, 21 de Abril 2010
Brasil, 20 de abril de 2010.
Excelentíssimo senhores membro de Governo da Nação São Tomense, Sr. Presidente da Republica, Sr. Primeiro Ministro, Sr.Ministro da Educação, Srª. Ministra de planos e finanças e Srs.Deputados entre outros.
Excelência,
É lamentável a situação dos estudantes cá no Brasil, o governo não nos paga aproximadamente oito meses e a situação continua se agravando muito mais, quando deparamos com muitas contas em atraso e principalmente o aluguer da casa e a refeição que temos de fazer diariamente.
Não conseguimos entender como o governo Pode fazer uma coisa dessas principalmente a quem de Direito, sendo que a nossa estada cá como estudantes tem um objectivo e não se trata de um emigrante que ausentou do país porque pretendia a qualquer custo buscar soluções que minimizassem seus constrangimentos, mas sim alguém que assinou um protocolo com seu governo no que concernem ao pagamento de uma bolsa de estudo pelo menos no prazo de três em três meses.
Mas do que obvio isso nunca se sucedeu, encontra partida levamos seis, sete oito meses depois para receber um valor ínfimo que acima de tudo contribui para nos penalizar muito mais do que já estamos.
Não pretendemos com este artigo tecer qualquer critica aos Governantes de São Tomé e Príncipe, o principal objetivo é tentar buscar juntamente com o Governo uma solução que possa viabilizar duma vez por toda a irresponsabilidade e falta de humanismo. Temos a plena convicção de que a vossa excelência Sr.Ministro da Educação o responsável pelo controle da nossa manutenção, sabe perfeitamente a nossa situação cá no Brasil, a vossa Excelência esteve no Brasil no mês passado e averiguou quais a realidade, mas mesmo assim prefere fazer de conta que está tudo certinho…isso é cruel, isso não se faz, que tal vossa excelência se posicionar como um estudante contemporâneo e fazer uma viagem ao seu interior?
Porque vossa Excelência não siga exemplo de alguns países do PALOP que assumem a responsabilidade com seus estudantes e mostram patriotismo. É dessa forma que esperemos ver um São Tomé e Príncipe melhor?
Agora vejamos. Uma pessoa que paga aluguel no valor de 300 reais e, recebem a bolsa de 900 USD, depois de seus oito meses, tendo em conta que esse valor corresponde aproximadamente 1.500 reais, não esquecendo de materiais didáticos, transporte, saúde e alimentação.
Ao mesmo tempo reconhecendo que o salário auferido pelos nossos pais em São Tomé e Príncipe não corresponde com a realidade que lhes permitissem nos enviar algum trocado e, Vossa Excelência sabe perfeitamente, creio que o Governo deveria ser mais solidário, principalmente a quem de Direito, pelo menos nos manter informado e nos dar total atenção, quer moral, quer financeiro porque a final seremos também o servidor dessa pátria que um dia nos viu nascer… Mas pelo que pareasse, temos pessoas desumanas no comando do nosso País, não são gentes, ferem-nos e ficamos sem reputação. Bandos de arrogantes e prepotentes pensam que o país é vosso e façam que quiser. Será que o governo não consegue regularizar este subsidio e passar a nos pagar mensalmente duma vez por toda, de forma a evitar diversos constrangimentos?
Nos estudantes no Brasil não podemos trabalhar, o nível de vida tem estado a complicar a cada dia que passa e como estrangeiro não é muito bom para nos, queremos terminar o nosso curso e regressar logo, precisamos o mais breve possível que a vossa excelência Sr.Ministro da tutela faça alguma coisa em nosso favor.
Não podemos ter falta de auto-estima, isso prejudica nos estudos, mas o certo é que as coisas não têm sido fáceis, somos obrigados a atrasar no curso por não ter condições socioeconômicas financeiras suficientes para arcar com as despesas tendo em conta que um universitário precisa se reunir mínimas condições que lhe permita ter um bom desempenho acadêmico, algumas universidades ainda entra em greve, isso nos complica a vida, a situação é melancólica, Por favor, façam alguma coisa.
Sem qualquer outro assunto, aguardamos de imediato a mais alta decisão da vossa excelência.
Estudantes de São Tomé e Príncipe no Brasil
Autores:
Mateus D´alvaro
Bobe Valentin
Laura Boa Morte
Eliza de Assunção
Silmara Nunis
Mateus Abrão
Flavio Oliveira
João Botelho
Cleonice Lima
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