sexta-feira, 30 de abril de 2010

Norton de Matos vai treinar selecção guineense

O treinador de futebol português Norton de Matos é a partir desta segunda-feira o selecionador de futebol da Guiné-Bissau, disse à agência Lusa o director geral do Desporto guineense, Fidelis Forbs.

Segundo Fidelis Forbs, o treinador português chega esta segunda-feira a Bissau proveniente de Dacar, Senegal, e faz declarações à imprensa no aeroporto.

De acordo com a mesma fonte, os contactos com Norton de Matos tiveram início em Março.

O técnico português tem contrato até Outubro de 2011 e vai ajudar a selecção guineense a passar a fase preliminar da Taça de África das Nações de 2012

ABC a «arma de cooperação maciça» brasileira em África

Brasília - Com uma sigla que sugere o nome de um manual, a Agência Brasileira de Cooperação, ABC, tornou-se em tempo recorde no centro nevrálgico da vontade política do Palácio do Planalto e da estratégia do Itamaraty no continente africano.
Não será por acaso que a ABC ainda está instalada no complexo do Palácio do Itamaraty, nome pelo qual é mais conhecido o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, MRE. Em face ao ministério erguem-se as torres do Congresso Federal e Senado que concluem a majestosa avenida «dos Ministérios» idealizada por Óscar Niemeyer. Lateralmente, surge o novo Palácio do Planalto que alberga a presidência.

Os principais alicerces do poder político brasileiro estão assim concentrados num eixo onde discretamente emerge o «peso pesado» da cooperação brasileira, ABC, e a ponta de lança do Itamaraty em África segurada pelo Planalto.

Quando se fala de África em Brasília os responsáveis de qualquer Ministério respondem mecanicamente, e textualmente, que «o Presidente Lula definiu que a cooperação com África é prioritária para o Brasil, trata-se de um relacionamento estratégico». No entanto Marco Farani, o energético Director da ABC, realça o «calcanhar de Aquiles» da cooperação: «a Lei brasileira ainda limita muito a acção de cooperação que o Brasil pretende fornecer». Para contornar esta lacuna a cooperação brasileira é designada apenas como «cooperação técnica».

Juridicamente, o Brasil, país emergente, continua a ser encarado internamente como do Terceiro Mundo, não podendo assim fornecer cooperação, mas apenas receber. Um paradoxo legislativo que não se coaduna com o posicionamento do Brasil nas esferas do poder planetário e na dinâmica brasileira em África, bloqueando burocraticamente o salto quantitativo e qualitativo da acção idealizada no Planalto.

«É apenas uma questão de tempo para ultrapassarmos esse problema», diz Marco Farani esboçando um sorriso premonitório, «um projecto lei já está esboçado e poderá ser apresentado até ao final de 2010. Não podemos estar bloqueados por uma Lei que já não se ajusta à realidade actual.»

Os limites legislativos acabaram assim por ser um pormenor habilmente contornado pela designação de «cooperação técnica» e através parcerias com instituições e organismos externos. Mas, também aliado ao imbróglio legislativo estão as limitações orçamentais da Agência.

A ABC «gere apenas um orçamento de 70 milhões de Reais (cerca de 30 milhões de euros). Comparativamente a outros países, com fortes tradições na cooperação em África, que dispõem de orçamentos dez vezes superiores ao nosso, conseguimos fazer dez vezes mais que eles. Isto é uma realidade bem visível» sublinha Marco Farani, «fizemos uma remodelação total nos mecanismos clássicos da cooperação, implicamos todos os ministérios e desenvolvemos articulações entre as instituições e organizações. Ou seja, criamos um novo conceito de cooperação adaptado à especificidade brasileira evitando os erros dos outros.»

Desde 2003, a ABC já desenvolveu mais de 150 programas e projectos de cooperação técnica. Em 2008 cerca de 115 acções de cooperação, entre projectos e actividades isoladas, foram executadas apenas no continente africano onde se destacaram os países da lusofonia que absorveram cerca de 74 por cento do volume dos recursos da ABC. «A lusofonia será sempre uma prioridade óbvia brasileira, mas vamos alargar o nosso leque de acção e diversificar os beneficiários», avança Farani.

Acções no Senegal, Nigéria, Namíbia, Quénia, Burquina Faso, Botsuana, Chade, Mali, Marrocos e Zâmbia, assim como vários outros países, já estão em curso ou em fase de negociação. «O alargamento da cooperação brasileira depende dos países que a requerem» realça o Ministro, «no entanto, privilegiámos uma cooperação durável e não efémera e que se auto financie a médio prazo». O sucesso do projecto no Gana, onde a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já abriu um escritório, já é uma referência com o programa de desenvolvimento de culturas para biocombustíveis, abrindo uma nova fase nas energias alternativas em África.

Neste quadro, e respondendo às solicitações dos Estados africanos, a aposta no desenvolvimento agrário tornou-se a área de excelência de acção que, além dos países citados, também já abrange todos os PALOP, Camarões, Tunísia, Argélia e Tanzânia.

Em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a ABC desenvolve a instalação de Centros de Formação Profissional, mas também está presente com programas nos sectores diversos como o ensino, governação, saúde, Direitos Humanos.

De uma forma autónoma, relativamente à ABC, estão dois ministérios vitais que actuam igualmente de forma determinante na cooperação brasileira em África, o Ministério da Defesa e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Em breve a ABC vai abandonar o «Anexo I» do Itamaraty e ocupar novas instalações, maiores e mais adaptadas à sua missão, onde vão trabalhar os 120 funcionários da Agência, especializados exclusivamente em «cooperação», e até ao fim do ano devem ser reforçados com mais 50 novos elementos, confirmou Farani.

Mesmo assente num vazio legal interno, a cooperação brasileira transformou-se em poucos anos num eficaz instrumento diplomático na reconstrução da nova imagem e mutação do «jeitinho brasileiro» em potente «arma de cooperação maciça» habilmente coordenada com os objectivos estratégicos políticos e económicos internacionais do Itamaraty e do Planalto.

terça-feira, 27 de abril de 2010

S Tomé e Príncipe Governo do Príncipe admite decretar estado de calamidade por falta de chuva - 26-Apr-2010 - 21:06

O governo regional do Príncipe poderá decretar em breve o estado de calamidade caso nos próximos dias não chova na ilha, onde os agricultores se queixam de prejuízos elevados devido à falta de precipitação.


"A situação é crítica, vamos primeiro fazer um levantamento, tomar conhecimento real da situação, e logo depois pedir apoios aos nossos parceiros e ao governo central", disse o presidente do governo regional, José Cardoso Cassandra.

"A continuar assim, temos que considerar que é uma situação de calamidade natural para a agricultura aqui no Príncipe" acrescentou o governante.

Há três meses que não chove na ilha, em pleno Equador, particularmente chuvosa nesta época do ano, e os agricultores estão a somar prejuízos com a seca.

A Lusa apurou que vários agricultores se reuniram este fim de semana com o governo local para procurar uma solução para o problema.

"Apareceu a bruma seca numa altura em que não estávamos habituados. Normalmente ela só aparece em princípio de janeiro e este ano infelizmente surgiu em Março. É evidente que isto alterou totalmente as condições meteorológicas e ambientais, provocou uma redução de actividade atmosférica e ao mesmo tempo uma elevação da temperatura", explicou Silvestre Umbelina, responsável pelos serviços meteorológicos da Ilha do Príncipe.

"É verdade que essa alteração do ambiente teve algum reflexo na agricultura", acrescentou Umbelina, engenheiro agrónomo de profissão.

"Se não chover nos próximos dias, vamos ter de ficar de braços cruzados", lamentou, por sua vez, o agricultor João Sampaio.

O governo regional começa a considerar ser necessário pensar, pela primeira vez, num sistema de rega para a região autónoma do Príncipe, apesar de "ser difícil, tendo em conta a própria topografia da ilha", reconhece Silvestre Umbelina.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

FAÇAM ALGUMA COISA POR NÓS OS ESTUDANTES NO ESTRANGEIRO

Téla Nón
Email: abelveiga@voila.fr
Site: http://www.telanon.in

, Quarta-feira, 21 de Abril 2010

Brasil, 20 de abril de 2010.

Excelentíssimo senhores membro de Governo da Nação São Tomense, Sr. Presidente da Republica, Sr. Primeiro Ministro, Sr.Ministro da Educação, Srª. Ministra de planos e finanças e Srs.Deputados entre outros.
Excelência,

É lamentável a situação dos estudantes cá no Brasil, o governo não nos paga aproximadamente oito meses e a situação continua se agravando muito mais, quando deparamos com muitas contas em atraso e principalmente o aluguer da casa e a refeição que temos de fazer diariamente.

Não conseguimos entender como o governo Pode fazer uma coisa dessas principalmente a quem de Direito, sendo que a nossa estada cá como estudantes tem um objectivo e não se trata de um emigrante que ausentou do país porque pretendia a qualquer custo buscar soluções que minimizassem seus constrangimentos, mas sim alguém que assinou um protocolo com seu governo no que concernem ao pagamento de uma bolsa de estudo pelo menos no prazo de três em três meses.

Mas do que obvio isso nunca se sucedeu, encontra partida levamos seis, sete oito meses depois para receber um valor ínfimo que acima de tudo contribui para nos penalizar muito mais do que já estamos.

Não pretendemos com este artigo tecer qualquer critica aos Governantes de São Tomé e Príncipe, o principal objetivo é tentar buscar juntamente com o Governo uma solução que possa viabilizar duma vez por toda a irresponsabilidade e falta de humanismo. Temos a plena convicção de que a vossa excelência Sr.Ministro da Educação o responsável pelo controle da nossa manutenção, sabe perfeitamente a nossa situação cá no Brasil, a vossa Excelência esteve no Brasil no mês passado e averiguou quais a realidade, mas mesmo assim prefere fazer de conta que está tudo certinho…isso é cruel, isso não se faz, que tal vossa excelência se posicionar como um estudante contemporâneo e fazer uma viagem ao seu interior?

Porque vossa Excelência não siga exemplo de alguns países do PALOP que assumem a responsabilidade com seus estudantes e mostram patriotismo. É dessa forma que esperemos ver um São Tomé e Príncipe melhor?

Agora vejamos. Uma pessoa que paga aluguel no valor de 300 reais e, recebem a bolsa de 900 USD, depois de seus oito meses, tendo em conta que esse valor corresponde aproximadamente 1.500 reais, não esquecendo de materiais didáticos, transporte, saúde e alimentação.

Ao mesmo tempo reconhecendo que o salário auferido pelos nossos pais em São Tomé e Príncipe não corresponde com a realidade que lhes permitissem nos enviar algum trocado e, Vossa Excelência sabe perfeitamente, creio que o Governo deveria ser mais solidário, principalmente a quem de Direito, pelo menos nos manter informado e nos dar total atenção, quer moral, quer financeiro porque a final seremos também o servidor dessa pátria que um dia nos viu nascer… Mas pelo que pareasse, temos pessoas desumanas no comando do nosso País, não são gentes, ferem-nos e ficamos sem reputação. Bandos de arrogantes e prepotentes pensam que o país é vosso e façam que quiser. Será que o governo não consegue regularizar este subsidio e passar a nos pagar mensalmente duma vez por toda, de forma a evitar diversos constrangimentos?

Nos estudantes no Brasil não podemos trabalhar, o nível de vida tem estado a complicar a cada dia que passa e como estrangeiro não é muito bom para nos, queremos terminar o nosso curso e regressar logo, precisamos o mais breve possível que a vossa excelência Sr.Ministro da tutela faça alguma coisa em nosso favor.

Não podemos ter falta de auto-estima, isso prejudica nos estudos, mas o certo é que as coisas não têm sido fáceis, somos obrigados a atrasar no curso por não ter condições socioeconômicas financeiras suficientes para arcar com as despesas tendo em conta que um universitário precisa se reunir mínimas condições que lhe permita ter um bom desempenho acadêmico, algumas universidades ainda entra em greve, isso nos complica a vida, a situação é melancólica, Por favor, façam alguma coisa.

Sem qualquer outro assunto, aguardamos de imediato a mais alta decisão da vossa excelência.

Estudantes de São Tomé e Príncipe no Brasil

Autores:
Mateus D´alvaro
Bobe Valentin
Laura Boa Morte
Eliza de Assunção
Silmara Nunis
Mateus Abrão
Flavio Oliveira
João Botelho
Cleonice Lima

terça-feira, 20 de abril de 2010

ÁFRICA COMBATE A CRISE MELHOR QUE O RESTO DO MUNDO








Washington, 20 de Abril – África está a saber debelar melhor a crise do que o resto do mundo. O continente poderá mesmo registar um crescimento médio de 4,5 por cento, segundo as previsões do economista-chefe do Banco Mundial para África, Shantayanan Devarayan.

O mesmo responsável garante mesmo que “a década de 2010 será de África”, quando falava de Washington a jornalistas de alguns países africanos, incluindo de Moçambique, por videoconferência.

“África terá a sua oportunidade nesta década, mas precisa de criar as condições necessárias para agarrar essa oportunidade. Terá de confirmar o estatuto de melhor sítio para investimentos nos próximos anos”, sublinhou.




Num segundo momento, aspectos dessa história serão analisados. Não serão trabalhadas as relações entre grupos políticos, no caso o MLSTP (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe) - e a questão nacional.


O arquipélago de São Tomé e Príncipe é formado por ilhas vulcânicas e de grande vegetação. Foi provavelmente descoberto por João de Santarém e Pedro Escobar, os quais descobriram Tomé em 1460 e Príncipe em 1461. Há dúvidas relativas à habitação de São Tomé e Príncipe antes da descoberta, alguns estudiosos dizem que o arquipélago era habitado por “angolares”. Tais figuras, que apresentavam uma atividade simples de agricultura e pesca, serão posteriormente utilizadas para a construção da idéia nacional. Sua imagem está ligada ao ataque de engenhos.






O presente trabalho tem por objetivo compreender as questões nacional e colonial em São Tomé, mais precisamente, entender a falta de um sentimento nacional anterior à independência. Para tanto, foi basicamente utilizada a bibliografia final.

Num primeiro momento será apresentada pequena história do arquipélago, a fim de que seja possível identificar revoltas contra o colonialismo e aspectos que poderiam ter desenvolvido uma nacionalidade são-tomense. A história de São Tomé e Príncipe, assim como a história de todos os países africanos, é marcada pelos maus tratos dirigidos aos negros e mestiços.