A situação humanitária na capital financeira da Costa do Marfim, Abidjã, é "alarmante", com um grande número de corpos pelas ruas, bairros inteiros sem água e eletricidade e com escassez de alimentos, advertiu a ONU nesta sexta-feira.
No oeste do país, a situação não é melhor, e o porta-voz da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, confirmou hoje que foram encontrados os corpos de 244 marfinenses da etnia guere na cidade de Duekoué.
Os mortos apoiavam o ex-presidente Laurent Gbabgo e teriam sido assassinados durante os dias 28 e 29 de março, quando as forças do presidente eleito, Alassane Ouattara, tomaram o controle dessa cidade, disse o porta-voz.
Emmanuel Ekra/AP
Soldados franceses retiram pessoas de hotel em Abdijã; ONU diz que situação é alarmante
Os cem corpos foram descobertos nas últimas 24 horas, o que eleva o número total para 244 vítimas, acrescentou Colville, dizendo que algumas destas pessoas teriam sido queimadas vivas.
"Abidjã, com 5 milhões de habitantes, está ameaçada pela falta de produtos para o tratamento de água, o que poderia levar a que no próximo domingo falte água potável", disse, por sua vez, Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório de ajuda humanitária da ONU (Ocha).
Ela acrescentou que "muitos hospitais e clínicas simplesmente pararam suas atividades, e os que não fecharam, não têm médicos suficientes, remédios nem outros materiais básicos". Byrs disse que a assistência humanitária em Abidjan é mínima devido à falta de acesso e ao perigo.
Por sua vez, o porta-voz da Organização Internacional das Migrações (OIM), Jean-Philippe Chauzy, assinalou que não se tem notícias de cerca de 3.000 imigrantes malinenses, entre eles muitas mulheres e crianças, que estavam há duas semanas refugiados no porão da embaixada de Mali, sem água nem eletricidade.
Algumas informações do começo desta semana tinham indicado que muitos destes imigrantes tinham sido feridos por balas ou por golpes de facão em ataques realizados por homens armados partidários de Gbabgo.
A OIM diz também estar preocupada com o destino de cerca de 450 mauritanos que se refugiaram em sua embaixada em Abidjã.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
ÁLCOOL MATA MAIS DO QUE VIOLÊNCIA, SIDA (HIV) E TUBERCULOSE ESTUDO MOSTRA QUE ÁLCOOL FAZ MAIS DE 2 MILHÕES DE VÍTIMA POR ANO NO MUNDO
Quem pensa que a violência ou até mesmo doenças graves como SIDA (HIV) e Tuberculose são as grandes responsáveis pelas mortes no mundo está enganado. Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que quase 4% de todas as mortes no mundo são atribuídas ao álcool. O estudo mostrou que Violência, Sida (HIV) e Tuberculose não matam tanto como o álcool. A entidade lembrou que o álcool é associado com muitas questões sociais sérias, como violência negligência infantil e abusos, além de faltas ao trabalho.
O relatório afirma que o uso abusivo de álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos. No grupo com idades entres 25 e 39 anos, 320 mil pessoas morrem por problemas relacionados ao álcool, resultando em 9% das mortes nessa fixa etária.
Por: Leonildo Costa
Estudante de comunicação social em Brasil
O relatório afirma que o uso abusivo de álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos. No grupo com idades entres 25 e 39 anos, 320 mil pessoas morrem por problemas relacionados ao álcool, resultando em 9% das mortes nessa fixa etária.
Por: Leonildo Costa
Estudante de comunicação social em Brasil
Exportações cabo-verdianas aumentaram 33,1 por cento em 2010
Praia - As exportações cabo-verdianas aumentaram 33,1 por cento em 2010, mas não conseguiram impedir a subida do défice da balança comercial que ascendeu 8,7 por cento. A Espanha continua a ser o principal cliente dos produtos cabo-verdianos, enquanto Portugal mantém-se no topo da lista dos mercados de importação.
Os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indicam que a Europa continua a ser o principal mercado dos produtos cabo-verdianos, representando 94,1 por cento do total das exportações. A Espanha compra 68,3 por cento dos produtos cabo-verdianos de exportação, seguido de Portugal com 24,9 por cento.
De referir que enquanto as exportações para a Espanha tiveram uma variação positiva de cerca de 64,2 por cento comparativamente a 2009, para Portugal representou uma queda de 13,3 por cento.
Os produtos mais exportados no ano passado foram peixes, moluscos e crustáceos (40,6 por cento do total), seguidos das conservas, com 39 por cento do total.
Por seu turno, as importações registaram um aumento de 10 por cento face ao ano de 2009 e, à semelhança das exportações, o continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 79,1 por cento do total registado em 2010.
Portugal consolidou a sua liderança entre os fornecedores do arquipélago, com 45 por cento do total das importações cabo-verdianas, seguido dos Países Baixos com 13 por cento.
Os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indicam que a Europa continua a ser o principal mercado dos produtos cabo-verdianos, representando 94,1 por cento do total das exportações. A Espanha compra 68,3 por cento dos produtos cabo-verdianos de exportação, seguido de Portugal com 24,9 por cento.
De referir que enquanto as exportações para a Espanha tiveram uma variação positiva de cerca de 64,2 por cento comparativamente a 2009, para Portugal representou uma queda de 13,3 por cento.
Os produtos mais exportados no ano passado foram peixes, moluscos e crustáceos (40,6 por cento do total), seguidos das conservas, com 39 por cento do total.
Por seu turno, as importações registaram um aumento de 10 por cento face ao ano de 2009 e, à semelhança das exportações, o continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 79,1 por cento do total registado em 2010.
Portugal consolidou a sua liderança entre os fornecedores do arquipélago, com 45 por cento do total das importações cabo-verdianas, seguido dos Países Baixos com 13 por cento.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A Unilab abre suas portas para receber estudantes dos países de língua portuguesa
A Universidade da Integração Internacional abre suas portas para receber estudantes dos países de língua portuguesa construindo integração com o continente africano e com o Timor Leste. De acordo com Edital podem participar das inscrições estudantes oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Para saber mais acesse o Link: www.unilab.ufc.br
A Unilab visa integrar os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de alavancar as relações entre os membros dessa comunidade, valorizando a língua portuguesa, e, também, segundo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentando as forças econômicas, políticas e sociais: "Nós queremos pelo menos cinco mil alunos africanos e 5 mil alunos brasileiros aprendendo aquilo que nós precisamos aprender para ajudar a desenvolver”.
Criada em 20 de julho de 2010, a Unilab trará efetivos benefícios para o país, ampliará a oferta de ensino superior e, ao mesmo tempo, gerará conhecimentos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento, à prosperidade e ao bem-estar dos brasileiros e das populações envolvidas dos países de língua portuguesa, além de contribuir de forma estratégica em defesa e fortalecimento do bloco da CPLP. O reitor da Unilab Paulo Speller acredita que esse é o caminho para o desenvolvimento sustentável: "fechamos várias parcerias na região africana, o que contribui para o fortalecimento da economia local, além de abrir portas para o Brasil".
A região do Maciço do Baturité no Ceará está pronta para receber os estudantes que pretendem crescer e contribuir com o município, que agora se prepara para uma nova realidade, a era do conhecimento avançado.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas somente nas Missões Diplomáticas brasileiras em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
A Unilab visa integrar os países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de alavancar as relações entre os membros dessa comunidade, valorizando a língua portuguesa, e, também, segundo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentando as forças econômicas, políticas e sociais: "Nós queremos pelo menos cinco mil alunos africanos e 5 mil alunos brasileiros aprendendo aquilo que nós precisamos aprender para ajudar a desenvolver”.
Criada em 20 de julho de 2010, a Unilab trará efetivos benefícios para o país, ampliará a oferta de ensino superior e, ao mesmo tempo, gerará conhecimentos científicos e tecnológicos necessários ao desenvolvimento, à prosperidade e ao bem-estar dos brasileiros e das populações envolvidas dos países de língua portuguesa, além de contribuir de forma estratégica em defesa e fortalecimento do bloco da CPLP. O reitor da Unilab Paulo Speller acredita que esse é o caminho para o desenvolvimento sustentável: "fechamos várias parcerias na região africana, o que contribui para o fortalecimento da economia local, além de abrir portas para o Brasil".
A região do Maciço do Baturité no Ceará está pronta para receber os estudantes que pretendem crescer e contribuir com o município, que agora se prepara para uma nova realidade, a era do conhecimento avançado.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas somente nas Missões Diplomáticas brasileiras em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Ligação de fibra óptica entre Reino Unido e África do Sul chega a Cabo Verde - 9-Nov-2010 - 20:43
Um ano após a adesão ao projecto West African Cable System (WACS), chegou hoje a Cabo Verde a ligação que entrará em pleno funcionamento em Junho de 2011, entre Londres a Yzerfontein (África do Sul).
O WACS (Sistema de Cabo Oeste Africano, em português) é de fibra óptica e liga o continente africano ao europeu, passando por Portugal e com uma ramificação para Cabo Verde, em que a principal empresa de telecomunicações, a CV Telecom, participada pela Portugal Telecom, investiu 25 milhões de dólares (17,85 milhões de euros).
O investimento, disse à Agência Lusa fonte da empresa, visa satisfazer o elevado crescimento do tráfego na Internet em Cabo Verde, ao mesmo tempo que garante a redundância dos sistemas existentes e melhora a conectividade entre a África e a Europa.
O cabo foi estendido ao longo de 14 530 quilómetros entre Londres e a Yzerfontein, próximo da Cidade do Cabo, com derivações a Portugal (estação terminal no Seixal), Canárias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Congo, RDCongo, Angola (Luanda), Namíbia e África do Sul.
Construído pela Alcatel Lucent, contando com a tecnologia "DWDM" - Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda Densa -, o cabo tem quatro "pares fibras", uma capacidade inicial de 400 a 500 gigabits por segundo e orçou, na sua totalidade, 650 milhões de dólares (464,3 milhões de euros).
Segundo a fonte da CV Telecom, a empresa já concretizou todos os trabalhos para a recepção e alojamento do cabo, concluindo-se uma das mais importantes etapas do projecto com capacidade e qualidade para sustentar as necessidades e exigências de banda larga.
Cabo Verde conta desde 2000 com a operação do cabo de fibra óptica incluído no projecto ATLANTIS 2, que, segundo disse a fonte à Lusa, se constatou ser insuficiente, surgindo a necessidade de reforçar a rede.
Os dados divulgados em Agosto pela Agência Nacional de Comunicações (ANAC) cabo-verdiana indicam que o telefone móvel tem uma taxa de penetração de 71% (cerca de 380 mil clientes) e a Internet aumentou 67% no primeiro semestre deste ano (cerca de 30 mil utilizadores).
Em Setembro, numa entrevista à Lusa, o administrador da empresa cabo-verdiana, Humberto Bettencourt dos Santos, numa antecipação à chegada do WACS a Cabo Verde, lembrou que o plano de investimentos da empresa em 2010 ascende a 30 milhões de euros, permitindo melhorar a qualidade das telecomunicações no país.
A partir de 2011, acrescentou, Cabo Verde terá mais de 1500 quilómetros de fibra óptica, assente em moderna tecnologia IP e com ligações inter-ilhas, "uma rede de primeira classe", permitindo a banda larga em todas as ilhas, melhorando a "muito deficiente" rede fora da de Santiago.
O WACS (Sistema de Cabo Oeste Africano, em português) é de fibra óptica e liga o continente africano ao europeu, passando por Portugal e com uma ramificação para Cabo Verde, em que a principal empresa de telecomunicações, a CV Telecom, participada pela Portugal Telecom, investiu 25 milhões de dólares (17,85 milhões de euros).
O investimento, disse à Agência Lusa fonte da empresa, visa satisfazer o elevado crescimento do tráfego na Internet em Cabo Verde, ao mesmo tempo que garante a redundância dos sistemas existentes e melhora a conectividade entre a África e a Europa.
O cabo foi estendido ao longo de 14 530 quilómetros entre Londres e a Yzerfontein, próximo da Cidade do Cabo, com derivações a Portugal (estação terminal no Seixal), Canárias, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Congo, RDCongo, Angola (Luanda), Namíbia e África do Sul.
Construído pela Alcatel Lucent, contando com a tecnologia "DWDM" - Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda Densa -, o cabo tem quatro "pares fibras", uma capacidade inicial de 400 a 500 gigabits por segundo e orçou, na sua totalidade, 650 milhões de dólares (464,3 milhões de euros).
Segundo a fonte da CV Telecom, a empresa já concretizou todos os trabalhos para a recepção e alojamento do cabo, concluindo-se uma das mais importantes etapas do projecto com capacidade e qualidade para sustentar as necessidades e exigências de banda larga.
Cabo Verde conta desde 2000 com a operação do cabo de fibra óptica incluído no projecto ATLANTIS 2, que, segundo disse a fonte à Lusa, se constatou ser insuficiente, surgindo a necessidade de reforçar a rede.
Os dados divulgados em Agosto pela Agência Nacional de Comunicações (ANAC) cabo-verdiana indicam que o telefone móvel tem uma taxa de penetração de 71% (cerca de 380 mil clientes) e a Internet aumentou 67% no primeiro semestre deste ano (cerca de 30 mil utilizadores).
Em Setembro, numa entrevista à Lusa, o administrador da empresa cabo-verdiana, Humberto Bettencourt dos Santos, numa antecipação à chegada do WACS a Cabo Verde, lembrou que o plano de investimentos da empresa em 2010 ascende a 30 milhões de euros, permitindo melhorar a qualidade das telecomunicações no país.
A partir de 2011, acrescentou, Cabo Verde terá mais de 1500 quilómetros de fibra óptica, assente em moderna tecnologia IP e com ligações inter-ilhas, "uma rede de primeira classe", permitindo a banda larga em todas as ilhas, melhorando a "muito deficiente" rede fora da de Santiago.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
SÃO TOME E PRÍNCIPE ocupa 127ª posição entre 169 países no IDH 2010 Relatório aponta educação de baixa qualidade como principal problema. A partir de
O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado nesta quinta-feira (4), mostra o S.tomé e Príncipe na 127ª posição entre 169 países. Os cinco primeiros colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.
De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH “São. Tomé e Príncipe continuam na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH são-tomense vem crescendo igualmente nas duas dimensões [saúde e educação] enquanto a renda familiar (salário) ainda esta muito mal".
De acordo com o relatório, 80,5% dos são-tomenses são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação em São Tomé e Príncipe", disse Comim.
Educação
Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.
"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o S.tomé e Príncipe evoluir ficou maior".
Por :LEONILDO COSTA ALUNO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL EM UFRJ( BRASIL)
De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no novo IDH “São. Tomé e Príncipe continuam na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH são-tomense vem crescendo igualmente nas duas dimensões [saúde e educação] enquanto a renda familiar (salário) ainda esta muito mal".
De acordo com o relatório, 80,5% dos são-tomenses são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação em São Tomé e Príncipe", disse Comim.
Educação
Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista.
"Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o S.tomé e Príncipe evoluir ficou maior".
Por :LEONILDO COSTA ALUNO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL EM UFRJ( BRASIL)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
29/09/2010 Alimentação no período de seca deve mudar para adultos e crianças Segundo especialista, é preciso dar prioridade a alimentos naturais e co
Segundo a previsão do tempo, a seca que castiga S.Tomé e Príncipe ainda está longe de dar uma trégua. Mas com uma alimentação adequada as pessoas podem amenizar os incômodos desse período de baixa umidade do ar, sobretudo a desidratação corporal. O ideal é que sejam ingeridos até três litros de água por dia. Também é preciso dar prioridade a alimentos naturais e com baixos teores de açúcar e gordura.
A nutricionista da coordenação de Atenção à Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Ivana Vasconcelos, recomenda priorizar os sucos naturais e frutas com maior quantidade de água. “Nesta época é preciso redobrar os cuidados com o consumo de sucos artificiais e refrigerantes. Pois, além de não hidratar podem ser prejudiciais à saúde. O ideal é dar prioridade aos sucos naturais sem ou com pouco açúcar, água de coco e frutas que tenham porcentagem maior de água, como a melancia e a mexerica”, -orienta Ivana.
Segundo a nutricionista, o ideal para ter uma alimentação saudável é evitar o consumo de carnes e de embutidos em geral, como presunto, salames, mortadela, salsicha, entre outros. Para ela, o caminho é consumir hortaliças cruas, que são servidas frias e dão uma melhor sensação para o corpo.
Ivana Vasconcelos lembra, ainda, que as crianças são muito afetadas nesse período. Por isso, os pais devem redobrar os cuidados com o consumo de líquido dos pequenos e evitar que eles comam alimentos com alto teor de gordura, como o creme de leite e o requeijão. " Adultos são mais resistentes, mas bebês e crianças se desidratam com facilidade. Por isso, os pais devem ficar atentos. O ideal é oferecer líquidos o tempo todo e incentivar o consumo de alimentos leves" , completa a especialista.
Por: Leonildo Costa
A nutricionista da coordenação de Atenção à Saúde do Servidor do Ministério da Saúde, Ivana Vasconcelos, recomenda priorizar os sucos naturais e frutas com maior quantidade de água. “Nesta época é preciso redobrar os cuidados com o consumo de sucos artificiais e refrigerantes. Pois, além de não hidratar podem ser prejudiciais à saúde. O ideal é dar prioridade aos sucos naturais sem ou com pouco açúcar, água de coco e frutas que tenham porcentagem maior de água, como a melancia e a mexerica”, -orienta Ivana.
Segundo a nutricionista, o ideal para ter uma alimentação saudável é evitar o consumo de carnes e de embutidos em geral, como presunto, salames, mortadela, salsicha, entre outros. Para ela, o caminho é consumir hortaliças cruas, que são servidas frias e dão uma melhor sensação para o corpo.
Ivana Vasconcelos lembra, ainda, que as crianças são muito afetadas nesse período. Por isso, os pais devem redobrar os cuidados com o consumo de líquido dos pequenos e evitar que eles comam alimentos com alto teor de gordura, como o creme de leite e o requeijão. " Adultos são mais resistentes, mas bebês e crianças se desidratam com facilidade. Por isso, os pais devem ficar atentos. O ideal é oferecer líquidos o tempo todo e incentivar o consumo de alimentos leves" , completa a especialista.
Por: Leonildo Costa
Viagens a São Tomé e Príncipe
País muito querido pelos portugueses, Brasileiros por todos, São Tomé e Príncipe oferece a oportunidade de uma viagem inesquecível ao lado de um povo franco e hospitaleiro. As históricas roças de São Tomé - como a Roça São João -, as praias desertas e as plantações de café do Príncipe, o imaculado ilhéu das Rolas, as tartarugas da praia Jalé com suas cabanas para ecoturismo, e a própria cidade de São Tomé, capital do país são motivos de sobra para viagens a São Tomé e Príncipe.
São Tomé e Príncipe
Antiga colónia portuguesa independente desde 1975, São Tomé e Príncipe quer favorecer um turismo de qualidade, propondo um quadro único de descoberta, preservando o melhor possível as suas paisagens luxuriantes, a sua arquitectura singular e, sobretudo, a sua cultura calma.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.
O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.
As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.
Cultura de São Tomé e Príncipe
Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.
Tchiloli
Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.
A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.
O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.
Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.
A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.
As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cabo Verde Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados - 29-Sep-2010 - 17:47
Cabo Verde é o país africano com mais emigrantes licenciados, concluiu um relatório científico apresentado na Comissão Europeia (CE) e no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas.
O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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O “Livro Branco” foi elaborado por 250 universidades de todo mundo, e é, segundo os investigadores, citados pela Rádio Nacional de Cabo Verde (RCV), um estudo que analisou a saída de quadros de África para Europa e de que forma os países podem travar a fuga de conhecimento.
O estudo mostrou que 43 por cento dos diplomados africanos emigram para a Europa, 31 por cento para os Estados Unidos da América, 12 por cento para Canadá e 12,8 para Austrália.
Dez países africanos têm mais 40 por cento dos seus cérebros no estrangeiro e Cabo Verde ocupa a primeira posição, com 67 por cento da população licenciada fora do país, seguido da Gâmbia e de Serra Leoa.
Muitos partiram para ganhar mais dinheiro, outros para mestrados e doutoramentos, tendo a maioria deles permanecido nos países de destino.
A Europa é o continente com maior presença de médicos, engenheiros, gestores e outro tipo de licenciaturas, representando cerca de 60 por cento do total.
O documento mostra ainda que, entre 1990 e 2000, a emigração dos quadros superiores da África Ocidental para os países desenvolvidos aumentou 123 por cento contra 53 por cento dos não qualificados.
O baixo salário e a falta de meios de trabalho são os motivos que impedem África de reter os seus investigadores e quadros e de ter recursos humanos que consigam competir com as economias mais potentes, refere-se no documento.
O relatório foi apresentado numa altura em que a migração volta ao debate europeu e visa também alertar os países da União Europeia (UE) que a imigração proveniente da África tem também quadros qualificados.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Cabo Verde lidera competitividade entre os países lusófonos de África - 12-Sep-2010 - 19:02 Segundo o Fórum Económico Mundial, Angola está na penúlt
Cabo Verde entrou directamente para a 117ª posição no Ranking de Competitividade 2010/11, uma avaliação feita pela primeira vez ao arquipélago pelo Fórum Económico Mundial (FEM), que, globalmente, considera o desempenho cabo-verdiano “positivo”. No “ranking”, surgem também Portugal, na 46ª posição, com 4,38 pontos (desceu três lugares em relação ao índice 2009/10), Brasil, na 58ª, com 4,28 pontos (desceu dois), Moçambique, na 131ª com 3,32 pontos, (desceu dois) e Angola, que surge pela primeira vez no índice, na 138ª e penúltima posição, com 2,93 pontos.
Os restantes países de língua portuguesa - Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - não foram analisados.
Segundo o documento, Cabo Verde foi positivamente avaliado nos requisitos básicos de competitividade, mas foi penalizado devido à fraca performance dos factores geradores de eficiência, onde ocupa o 129º lugar.
Segundo Franz Tavares, director executivo da Inove Research, uma das empresas que promoveu a entrada do país para o “ranking” dos avaliados, pesaram na avaliação da variável a ineficiência dos mercados laboral e de bens, bem como o incipiente Ensino Superior e a reduzida dimensão do mercado nacional.
No entanto, o arquipélago foi avaliado de forma positiva nos requisitos básicos de competitividade, considerado o factor mais relevante na avaliação de países em desenvolvimento.
Com uma pontuação de 4,13 pontos, Cabo Verde ocupa o 96.º lugar, resultado da avaliação “muito positiva” das instituições públicas (56º na saúde e 89º na educação primária) e de uma outra, “pouco favorável” das infraestruturas, disse Franz Tavares.
No indicador Inovação, Cabo Verde ocupa o 117º lugar, enquanto no de Sofisticação de Negócio desce para o 128º.
Segundo Franz Tavares, entre os 31 países da África Subsaariana avaliados pelo Fórum Económico Mundial, Cabo Verde encontra-se a meio da tabela, 15º lugar.
O “ranking” geral é liderado pela Suíça, seguido da Suécia e de Singapura. Os Estados Unidos da América caíram dois lugares, passando a ocupar a 4ª posição.
O Relatório Global de Competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial é, segundo Franz Tavares, reconhecido mundialmente como a referência de medidas de comparação e de factores que afectam a competitividade e o crescimento dos países.
Divulgado pela primeira vez em 1979, o relatório oferece a mais profunda avaliação da competitividade de mais de 130 países desenvolvidos e emergentes.
Os objectivos passam por fornecer um instrumento único de “benchmarking” para as empresas no desenvolvimento de estratégias e na tomada de decisões de investimento e aos Governos na identificação de obstáculos ao crescimento económico e de medidas de política económica.
Os restantes países de língua portuguesa - Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - não foram analisados.
Segundo o documento, Cabo Verde foi positivamente avaliado nos requisitos básicos de competitividade, mas foi penalizado devido à fraca performance dos factores geradores de eficiência, onde ocupa o 129º lugar.
Segundo Franz Tavares, director executivo da Inove Research, uma das empresas que promoveu a entrada do país para o “ranking” dos avaliados, pesaram na avaliação da variável a ineficiência dos mercados laboral e de bens, bem como o incipiente Ensino Superior e a reduzida dimensão do mercado nacional.
No entanto, o arquipélago foi avaliado de forma positiva nos requisitos básicos de competitividade, considerado o factor mais relevante na avaliação de países em desenvolvimento.
Com uma pontuação de 4,13 pontos, Cabo Verde ocupa o 96.º lugar, resultado da avaliação “muito positiva” das instituições públicas (56º na saúde e 89º na educação primária) e de uma outra, “pouco favorável” das infraestruturas, disse Franz Tavares.
No indicador Inovação, Cabo Verde ocupa o 117º lugar, enquanto no de Sofisticação de Negócio desce para o 128º.
Segundo Franz Tavares, entre os 31 países da África Subsaariana avaliados pelo Fórum Económico Mundial, Cabo Verde encontra-se a meio da tabela, 15º lugar.
O “ranking” geral é liderado pela Suíça, seguido da Suécia e de Singapura. Os Estados Unidos da América caíram dois lugares, passando a ocupar a 4ª posição.
O Relatório Global de Competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial é, segundo Franz Tavares, reconhecido mundialmente como a referência de medidas de comparação e de factores que afectam a competitividade e o crescimento dos países.
Divulgado pela primeira vez em 1979, o relatório oferece a mais profunda avaliação da competitividade de mais de 130 países desenvolvidos e emergentes.
Os objectivos passam por fornecer um instrumento único de “benchmarking” para as empresas no desenvolvimento de estratégias e na tomada de decisões de investimento e aos Governos na identificação de obstáculos ao crescimento económico e de medidas de política económica.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
S. Tomé e Príncipe: mais uma vítima do petróleo?
As reservas de petróleo de São Tomé e Príncipe estão a atrair a cobiça de muitas potências regionais, governos ocidentais e multinacionais do sector, ao ponto de deixar preocupadas associações humanitárias como a Human Rights Watch. Num relatório de 13 páginas intitulado "Um Futuro Incerto", aquela organização alerta para o facto de o arquipélago não estar preparado para gerir esta riqueza
Apesar dos esforços internos e internacionais para melhorar a transparência financeira e a prestação de contas, aquele país africano de língua oficial portuguesa contínua mal equipado para gerir a sua parcela dos lucros do petróleo, afirma a Human Rights Watch. No final do ano, o Governo de São Tomé e Príncipe deverá anunciar as empresas escolhidas para explorar as suas reservas petrolíferas, avaliadas em 10 mil milhões de barris, mas as autoridades sãotomenses foram incapazes ou não fizeram um verdadeiro esforço para cumprir os requisitos da sua filiação, em 2008, na Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), publicando na íntegra os pagamentos feitos pelas companhias interessadas na exploração petrolífera das suas águas.
Para a Human Rights Watch, o arquipélago de São Tomé e Príncipe poderia constituir um paradigma dos esforços internacionais para evitar que os países sejam vítimas dos seus recursos, como já aconteceu a tantos produtores de petróleo (Nigéria, Angola, Gabão e Guiné Equatorial). As futuras receitas do petróleo têm potencial para transformar um país com 166 mil habitantes, bastante pobre e que depende, essencialmente, da exportação de cacau.
Contudo, nem tudo corre mal em São Tomé e Príncipe. A WACT (We Are Changing Together), uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) apolítica e sem fins lucrativos, está a desenvolver desde Setembro de 2009, um programa de melhoria das condições de vida das comunidades mais carenciadas, em parceria com a companhia de aviação portuguesa White. Neste contexto, foram desenvolvidas diversas actividades nas comunidades de Guadalupe e Canavial, tais como a Feira das Profissões e a Tarde Saudável, orientadas por voluntários da WACT.
Reconhecendo o valor económico dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe, a organização está a desenvolver o Projecto WACT Rotas, valorizando o potencial turístico das principais roças do país. Posteriormente, o projecto pretende apostar na capacitação de microempresas familiares que se dediquem ao cultivo de produtos agrícolas típicos, de artesanato e restauração, integradas nas rotas turísticas organizadas pela WACT.
Em 2010 e 2011, a WACT está a implementar duas rotas no distrito de Lobata, destacando a Roça Agostinho Neto como âncora dos roteiros: a Rota Azul inclui um mergulho nas águas transparentes da Lagoa Azul, enquanto a Rota do Peixe, permite ao turista conhecer os segredos da pesca artesanal no arquipélago. A WACT pretende estimular o empreendedorismo dos sãotomenses através de consultoria permanente e apoio financeiro, com base num fundo de microcrédito.
Apesar dos esforços internos e internacionais para melhorar a transparência financeira e a prestação de contas, aquele país africano de língua oficial portuguesa contínua mal equipado para gerir a sua parcela dos lucros do petróleo, afirma a Human Rights Watch. No final do ano, o Governo de São Tomé e Príncipe deverá anunciar as empresas escolhidas para explorar as suas reservas petrolíferas, avaliadas em 10 mil milhões de barris, mas as autoridades sãotomenses foram incapazes ou não fizeram um verdadeiro esforço para cumprir os requisitos da sua filiação, em 2008, na Extractive Industries Transparency Initiative (EITI), publicando na íntegra os pagamentos feitos pelas companhias interessadas na exploração petrolífera das suas águas.
Para a Human Rights Watch, o arquipélago de São Tomé e Príncipe poderia constituir um paradigma dos esforços internacionais para evitar que os países sejam vítimas dos seus recursos, como já aconteceu a tantos produtores de petróleo (Nigéria, Angola, Gabão e Guiné Equatorial). As futuras receitas do petróleo têm potencial para transformar um país com 166 mil habitantes, bastante pobre e que depende, essencialmente, da exportação de cacau.
Contudo, nem tudo corre mal em São Tomé e Príncipe. A WACT (We Are Changing Together), uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) apolítica e sem fins lucrativos, está a desenvolver desde Setembro de 2009, um programa de melhoria das condições de vida das comunidades mais carenciadas, em parceria com a companhia de aviação portuguesa White. Neste contexto, foram desenvolvidas diversas actividades nas comunidades de Guadalupe e Canavial, tais como a Feira das Profissões e a Tarde Saudável, orientadas por voluntários da WACT.
Reconhecendo o valor económico dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe, a organização está a desenvolver o Projecto WACT Rotas, valorizando o potencial turístico das principais roças do país. Posteriormente, o projecto pretende apostar na capacitação de microempresas familiares que se dediquem ao cultivo de produtos agrícolas típicos, de artesanato e restauração, integradas nas rotas turísticas organizadas pela WACT.
Em 2010 e 2011, a WACT está a implementar duas rotas no distrito de Lobata, destacando a Roça Agostinho Neto como âncora dos roteiros: a Rota Azul inclui um mergulho nas águas transparentes da Lagoa Azul, enquanto a Rota do Peixe, permite ao turista conhecer os segredos da pesca artesanal no arquipélago. A WACT pretende estimular o empreendedorismo dos sãotomenses através de consultoria permanente e apoio financeiro, com base num fundo de microcrédito.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Actividade portuária acelera crescimento de Cabo Verde - 27-Aug-2010 - 17:22 Dentro de um ano 80 por cento dos portos terão as mais modernas infraes
O presidente da Empresa Nacional de Portos (Enapor) de Cabo Verde garantiu que, em 2011, 80 por cento dos portos do país disporão de infraestruturas modernas, lembrando que estas já garantem entre 3 a 4 por cento do Produto Interno Bruto. Em declarações à imprensa, Franklim Spencer disse acreditar que, no próximo ano, todos os portos do país terão capacidade para receber navios contentores, e com tecnologias diferentes, nomeadamente de transporte horizontal.
Franklim Spencer sublinhou que o processo de modernização dos portos de Cabo Verde visa dotar o país de infraestruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo Governo cabo-verdiano, que passa por potenciar a sua vocação logística no Atlântico Médio.
A Enapor é a empresa pública que gere os nove portos marítimos, um por cada ilha, destacando-se os três internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).
Em Agosto de 2009, Franklim Spencer apontara 2012 como o ano em que Cabo Verde teria os seus portos preparados para competir com quaisquer outros, destacando, na altura, o de São Vicente, no qual o executivo tenciona criar um “centro económico”, com a oferta de uma Zona Franca, com produtos em regime de isenção aduaneira.
A previsão é crescer de 150/200 para 400/500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2000 mil para 4000 ou mesmo 5000. Mas Cabo Verde pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.
Segundo o presidente da Enapor, em 2012, altura em que deverá ficar concluído o plano de investimentos em várias ilhas, que ascende a 300 milhões de euros de investimento, o país terá um sector portuário “muito mais dinâmico” e com “capacidade para projectar o seu desenvolvimento” económico.
Franklim Spencer recordou que a Enapor contribui com 2,127 milhões de contos (19,2 milhões de euros) para o Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano, o que corresponde entre 3 a 4 por cento do total, tendo em conta, directa e indirectamente, a exploração e actividade dos portos.
O porto da Praia contribui com 38 por cento do volume global, seguido pelo de São Vicente (34 por cento), Palmeira (10 a 12 por cento) e o conjunto dos restantes portos (Brava, Fogo, Maio, Boavista, São Nicolau e Santo Antão) com 14 a 16 por cento, acrescentou.
Franklim Spencer realçou também o crescimento e a participação do sector portuário na economia cabo-verdiana, indicando que, no passado, representava 10 por cento do setcor terciário (transportes) e que, actualmente, está entre os 25 e os 30 por cento, o que lhe permite também participar nos investimentos em curso.
Franklim Spencer sublinhou que o processo de modernização dos portos de Cabo Verde visa dotar o país de infraestruturas portuárias que permitam cumprir o plano de desenvolvimento desenhado pelo Governo cabo-verdiano, que passa por potenciar a sua vocação logística no Atlântico Médio.
A Enapor é a empresa pública que gere os nove portos marítimos, um por cada ilha, destacando-se os três internacionais, Praia (Santiago), Porto Grande (São Vicente), que acolhem navios de grande calado, e Palmeira (Sal).
Em Agosto de 2009, Franklim Spencer apontara 2012 como o ano em que Cabo Verde teria os seus portos preparados para competir com quaisquer outros, destacando, na altura, o de São Vicente, no qual o executivo tenciona criar um “centro económico”, com a oferta de uma Zona Franca, com produtos em regime de isenção aduaneira.
A previsão é crescer de 150/200 para 400/500 navios e aumentar o número de contentores reexportados de 2000 mil para 4000 ou mesmo 5000. Mas Cabo Verde pretende também servir de plataforma aos navios das empresas petrolíferas no Atlântico Médio.
Segundo o presidente da Enapor, em 2012, altura em que deverá ficar concluído o plano de investimentos em várias ilhas, que ascende a 300 milhões de euros de investimento, o país terá um sector portuário “muito mais dinâmico” e com “capacidade para projectar o seu desenvolvimento” económico.
Franklim Spencer recordou que a Enapor contribui com 2,127 milhões de contos (19,2 milhões de euros) para o Produto Interno Bruto (PIB) cabo-verdiano, o que corresponde entre 3 a 4 por cento do total, tendo em conta, directa e indirectamente, a exploração e actividade dos portos.
O porto da Praia contribui com 38 por cento do volume global, seguido pelo de São Vicente (34 por cento), Palmeira (10 a 12 por cento) e o conjunto dos restantes portos (Brava, Fogo, Maio, Boavista, São Nicolau e Santo Antão) com 14 a 16 por cento, acrescentou.
Franklim Spencer realçou também o crescimento e a participação do sector portuário na economia cabo-verdiana, indicando que, no passado, representava 10 por cento do setcor terciário (transportes) e que, actualmente, está entre os 25 e os 30 por cento, o que lhe permite também participar nos investimentos em curso.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Pesquisa prova pela primeira vez relação entre estresse e dificuldade para engravidar Publicada em 12/08/2010 às 13h52m
- Ter uma vida em que se está sempre correndo contra o tempo, com prazos apertados, indo de um lugar a outro, cumprindo compromissos sem parar diminui as chances de uma mulher engravidar. No primeiro estudo que realmente comprova que o estresse reduz as possibilidades de ficar grávida, cientistas da Universidade de Oxford, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, mostraram que os altos níveis de adrenalina interferiram na concepção: as mulheres com os níveis mais altos de adrenalina, medidos pela saliva, tinham 12% menos de chance de engravidar no primeiro mês do que aquelas com níveis mais baixos.
A diferença desapareceu depois do primeiro mês, porque as mais relaxadas já tinham engravidado. O estudo foi feito com 274 mulheres entre 18 e 40 anos e publicado na revista "Fertilidade e esterilidade".
- Essa descoberta enfatiza a importância de os casais manterem-se relaxados quando pensarem em tentar ter um bebê. Para algumas pessoas, pode ser importante recorrer a técnicas de relaxamento, com acompanhamento de profissionais, como ioga e meditação - explica Celia Pyper, que coordenou o estudo.
Os pesquisadores pediram às mulheres para manter um diário em que registravam a data da menstruação, estilo de vida, incluindo fumar e beber, e a frequência com que faziam sexo. No sexto dia do ciclo menstrual, os cientistas pediram para elas coletarem uma amostra de saliva em que mediram os níveis de cortisol, hormônio ligado ao estresse crônico, e a alfa-amilas, um indicador de adrenalina. Para surpresa dos pesquisadores, só os níveis de adrenalina interferiram na dificuldade para engravidar.
- Trabalhávamos com a hipótese de que só as estressadas crônicas teriam dificuldade. Foi interessante perceber que não houve relação com o nível de cortisol no organismo - disse Celia. - A adrenalina surge rapidamente, nas situações-limites ou de perigo. Tentar diminui-la pode ser o grande segredo.
A diferença desapareceu depois do primeiro mês, porque as mais relaxadas já tinham engravidado. O estudo foi feito com 274 mulheres entre 18 e 40 anos e publicado na revista "Fertilidade e esterilidade".
- Essa descoberta enfatiza a importância de os casais manterem-se relaxados quando pensarem em tentar ter um bebê. Para algumas pessoas, pode ser importante recorrer a técnicas de relaxamento, com acompanhamento de profissionais, como ioga e meditação - explica Celia Pyper, que coordenou o estudo.
Os pesquisadores pediram às mulheres para manter um diário em que registravam a data da menstruação, estilo de vida, incluindo fumar e beber, e a frequência com que faziam sexo. No sexto dia do ciclo menstrual, os cientistas pediram para elas coletarem uma amostra de saliva em que mediram os níveis de cortisol, hormônio ligado ao estresse crônico, e a alfa-amilas, um indicador de adrenalina. Para surpresa dos pesquisadores, só os níveis de adrenalina interferiram na dificuldade para engravidar.
- Trabalhávamos com a hipótese de que só as estressadas crônicas teriam dificuldade. Foi interessante perceber que não houve relação com o nível de cortisol no organismo - disse Celia. - A adrenalina surge rapidamente, nas situações-limites ou de perigo. Tentar diminui-la pode ser o grande segredo.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Guiné Bissau «Plataforma essencial dos narcotraficantes», diz investigador americano - 8-Aug-2010 - 11:16
Bissau “tornou-se numa plataforma essencial dos narcotraficantes, que podem operar com impunidade”, afirma um investigador norte-americano.
“O Estado não exerce nenhum poder real sobre os narcotraficantes, mesmo que quisesse fazê-lo (o que não é aquilo que podemos ver)”, declarou o investigador e consultor de segurança Douglas Farah, entrevistado pela Lusa a partir de Paris.
Douglas Farah, antigo correspondente do “Washington Post” na África Ocidental, é autor de diversos livros sobre a ligação do tráfico de diamantes na região com o terrorismo global.
O investigador segue, nos últimos anos, a evolução das redes de narcotráfico em África e na América Latina, e afirma que Bissau adquire uma importância crescente nas rotas internacionais da droga.
Douglas Farah mostrou-se céptico sobre a eficácia de um contingente de paz oeste africano na estabilização de um país na situação da Guiné-Bissau, se for essa a solução adoptada para a missão internacional actualmente em análise.
O especialista americano recorda, nomeadamente, o balanço nem sempre positivo das missões de paz realizadas pela ECOMOG em vários conflitos da região nos últimos vinte anos, como na Serra Leoa e Libéria (com a participação de militares da Guiné-Bissau).
“A lição triste a tirar é a de que a maior parte das forças de paz da África Ocidental podem impor alguma ordem no início mas tornaram-se rapidamente corruptas e ficaram com frequência brutais”, nota Douglas Farah.
“As excepções têm acontecido quando estão envolvidas unidades de elite treinados pelos EUA ou outros países, como na Serra Leoa em 2000-2001 quando as tropas com preparação da Nigéria e do Gana tiveram muito êxito”, acrescentou o autor americano.
“No entanto, é um grande risco colocar soldados mal pagos e mal treinados num ambiente permissivo, onde se tem acesso a grandes quantias de dinheiro sujo”, sublinhou ainda Douglas Farah.
A Presidência da Guiné-Bissau está analisar a recepção não de uma força militar mas de uma missão de estabilização, de acordo com as recomendações da comunidade internacional, esclareceu na sexta-feira o porta-voz oficial da presidência guineense.
Segundo Agnelo Regalla, a vinda dessa missão, ainda em análise através de um debate iniciado pelo Presidente Malam Bacai Sanhá, terá como finalidade essencial “o apoio e a credibilização” do processo de reforma no sector de Defesa e Segurança e a “monitoramento ao processo de recrutamento e formação de novos mancebos”.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental têm prevista para segunda-feira uma série de reuniões políticas sobre a reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau.
Brasil, Moçambique e Timor-Leste já anunciaram a disponibilidade de enviar militares para a Guiné-Bissau.
“O Estado não exerce nenhum poder real sobre os narcotraficantes, mesmo que quisesse fazê-lo (o que não é aquilo que podemos ver)”, declarou o investigador e consultor de segurança Douglas Farah, entrevistado pela Lusa a partir de Paris.
Douglas Farah, antigo correspondente do “Washington Post” na África Ocidental, é autor de diversos livros sobre a ligação do tráfico de diamantes na região com o terrorismo global.
O investigador segue, nos últimos anos, a evolução das redes de narcotráfico em África e na América Latina, e afirma que Bissau adquire uma importância crescente nas rotas internacionais da droga.
Douglas Farah mostrou-se céptico sobre a eficácia de um contingente de paz oeste africano na estabilização de um país na situação da Guiné-Bissau, se for essa a solução adoptada para a missão internacional actualmente em análise.
O especialista americano recorda, nomeadamente, o balanço nem sempre positivo das missões de paz realizadas pela ECOMOG em vários conflitos da região nos últimos vinte anos, como na Serra Leoa e Libéria (com a participação de militares da Guiné-Bissau).
“A lição triste a tirar é a de que a maior parte das forças de paz da África Ocidental podem impor alguma ordem no início mas tornaram-se rapidamente corruptas e ficaram com frequência brutais”, nota Douglas Farah.
“As excepções têm acontecido quando estão envolvidas unidades de elite treinados pelos EUA ou outros países, como na Serra Leoa em 2000-2001 quando as tropas com preparação da Nigéria e do Gana tiveram muito êxito”, acrescentou o autor americano.
“No entanto, é um grande risco colocar soldados mal pagos e mal treinados num ambiente permissivo, onde se tem acesso a grandes quantias de dinheiro sujo”, sublinhou ainda Douglas Farah.
A Presidência da Guiné-Bissau está analisar a recepção não de uma força militar mas de uma missão de estabilização, de acordo com as recomendações da comunidade internacional, esclareceu na sexta-feira o porta-voz oficial da presidência guineense.
Segundo Agnelo Regalla, a vinda dessa missão, ainda em análise através de um debate iniciado pelo Presidente Malam Bacai Sanhá, terá como finalidade essencial “o apoio e a credibilização” do processo de reforma no sector de Defesa e Segurança e a “monitoramento ao processo de recrutamento e formação de novos mancebos”.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental têm prevista para segunda-feira uma série de reuniões políticas sobre a reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau.
Brasil, Moçambique e Timor-Leste já anunciaram a disponibilidade de enviar militares para a Guiné-Bissau.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
S Tomé e Príncipe Novos equipamentos de controlo de passageiros no aeroporto - 8-Jul-2010 - 16:23
O Serviço são-tomense de Migração e Fronteiras (SMF) reforçou as medidas de controlo e segurança no aeroporto internacional de São Tomé com a instalação de equipamento com tecnologia de ponta capaz de detectar documentos ilegais.
Os equipamentos foram instalados com o apoio financeiro e técnico dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF) e teve custos avaliados em mais de 20 mil euros.
Trata-se de um sistema de processo automático e seguro de saída e entradas (PASSE) de pessoas, identificando em tempo real documentos biométricos digitalizads.
O aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe é considerado “bastante vulnerável” e nos últimos anos, segundo informações de fonte dos serviços de migração e fronteira do arquipélago, tem havido “tendência crescente de alguns fenómenos, caso particular de imigração ilegal de cidadãos provenientes da costa africana”.
O Ministro são-tomense da Administração Interna, António Paquete, disse que o novo instrumento é um desafio no controlo à circulação de pessoas nas fronteiras do país e permitirá no futuro consultar a base de dados da Interpol.
“A segurança sai reforçada com registo automático de entrada e saída dos passageiros ao controlo de imigração ilegal, drogas e outras actividades criminosas”, acrescentou António Paquete.
Para facilitar a passagem pela fronteira, o dirigente alertou os cidadãos nacionais para a necessidade de “todos optarem por usar o passaporte biométrico”.
Apelou a maior vigilância dos funcionários do SMF e obediência às novas regras aos passageiros que se movimentam nas fronteiras de São Tomé e Príncipe.
“Os passageiros já não têm que preencher os boletins de entradas e saídas”, disse o governante, numa altura em que se espera um aumento de entrada e saída de cidadãos estrangeiros neste período de verão propício para a actividade turística.
António Paquete lembrou que “o ganho no combate à criminalidade organizada, tráfico de droga, de seres humanos, terrorismo e fluxo do fenómeno migratório ilegal, têm que se encontrar respostas no reforço da cooperação entre todas as autoridades”.
O PASSE faz parte do projecto de modernização das estruturas aeroportuárias do país, onde foi possível alterar o cenário de embarque e desembarque dos passageiros pelo sector de fronteiras com duas portas de entrada, uma para os nacionais e membros da CPLP, e outra para os estrangeiros de fora da comunidade.
“A mudança torna possível uma análise de informação imediata, mais coerente e eficaz para a segurança interna, mediante a concretização de protocolo e estabelecimento de linhas de comunicação e a consulta à base de dados da Interpol”, referiu o governante.
A Região Autónoma do Príncipe, considerada pelo ministro como “foco de entrada da migração ilegal para a capital”, não dispõe do novo sistema operativo devido “às limitações financeiras”, justificou Paquete.
O Embaixador português acreditado em São Tomé e Príncipe, Fernando Machado, que participou no acto inaugural dos novos equipamentos, considerou o PASSE como “uma prioridade definid
Os equipamentos foram instalados com o apoio financeiro e técnico dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF) e teve custos avaliados em mais de 20 mil euros.
Trata-se de um sistema de processo automático e seguro de saída e entradas (PASSE) de pessoas, identificando em tempo real documentos biométricos digitalizads.
O aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe é considerado “bastante vulnerável” e nos últimos anos, segundo informações de fonte dos serviços de migração e fronteira do arquipélago, tem havido “tendência crescente de alguns fenómenos, caso particular de imigração ilegal de cidadãos provenientes da costa africana”.
O Ministro são-tomense da Administração Interna, António Paquete, disse que o novo instrumento é um desafio no controlo à circulação de pessoas nas fronteiras do país e permitirá no futuro consultar a base de dados da Interpol.
“A segurança sai reforçada com registo automático de entrada e saída dos passageiros ao controlo de imigração ilegal, drogas e outras actividades criminosas”, acrescentou António Paquete.
Para facilitar a passagem pela fronteira, o dirigente alertou os cidadãos nacionais para a necessidade de “todos optarem por usar o passaporte biométrico”.
Apelou a maior vigilância dos funcionários do SMF e obediência às novas regras aos passageiros que se movimentam nas fronteiras de São Tomé e Príncipe.
“Os passageiros já não têm que preencher os boletins de entradas e saídas”, disse o governante, numa altura em que se espera um aumento de entrada e saída de cidadãos estrangeiros neste período de verão propício para a actividade turística.
António Paquete lembrou que “o ganho no combate à criminalidade organizada, tráfico de droga, de seres humanos, terrorismo e fluxo do fenómeno migratório ilegal, têm que se encontrar respostas no reforço da cooperação entre todas as autoridades”.
O PASSE faz parte do projecto de modernização das estruturas aeroportuárias do país, onde foi possível alterar o cenário de embarque e desembarque dos passageiros pelo sector de fronteiras com duas portas de entrada, uma para os nacionais e membros da CPLP, e outra para os estrangeiros de fora da comunidade.
“A mudança torna possível uma análise de informação imediata, mais coerente e eficaz para a segurança interna, mediante a concretização de protocolo e estabelecimento de linhas de comunicação e a consulta à base de dados da Interpol”, referiu o governante.
A Região Autónoma do Príncipe, considerada pelo ministro como “foco de entrada da migração ilegal para a capital”, não dispõe do novo sistema operativo devido “às limitações financeiras”, justificou Paquete.
O Embaixador português acreditado em São Tomé e Príncipe, Fernando Machado, que participou no acto inaugural dos novos equipamentos, considerou o PASSE como “uma prioridade definid
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Trabalho infantil começa a ser cada vez mais frequente em São Tomé e Príncipe
A exploração de mão de obra infantil começa a ser visível em São Tomé. Muitas crianças são enviadas para oficinas de carpintaria, marcenaria, comércio ambulante, para partir pedras e outras ainda dedicam-se artesanato para obterem o sustento.
As razões são várias, e a Lusa pôde ouvir hoje de cada criança uma história diferente, quando se assinala o Dia da Criança Africana.
“Reprovei duas vezes na 6.ª classe e a minha mãe decidiu colocar-me nessa oficina”, disse Augusto Maia, justificando a sucessiva reprovação nos exames escolares com a falta de alimentação.
“Por vezes passamos o dia todo sem comida, e de manhã só como pão para ir à escola”, diz Augusto Maia, que recebe uma “gratificação” mensal de 200 000 dobras (cerca de oito euros).
Juntamente com esta criança, estão na rua outras três, com idades que variam entre os 10 e 14 anos.
“A minha mãe viajou para Portugal e o meu pai e a minha madrasta puseram-me na oficina (carpintaria)”, diz José João, de 12 anos.
A história mais dramática é a de João Manuel, hoje já com 16 anos, residente em Angolares, (sul de São Tomé). Abandonou a escola aos nove anos porque precisava ajudar a mãe e dois irmãos quando o pai morreu.
“A minha mãe não tinha comida para nós. Muitas vezes dormíamos com fome e não conseguia estudar. Comecei a vender plástico na rua para um senhor que me aldrabava quando fazíamos as contas”, explica.
“Deixei de vender plásticos e comecei a vender peças de artesanato. Fiz amizade com muitos estrangeiros brancos a quem eu pedia dinheiro quando não vendia nada. Eles davam-me e diziam-me para deixar essa vida e estudar. Mas não tinha como”, acrescenta João Manuel.
“Os pais trazem as crianças e nós assumimos. Eu não aposto em jovens porque eles já entram com interesse em querer ganhar dinheiro. Prefiro apostar nos mais novos porque enquanto estão a aprender não têm o vício do dinheiro”, diz à Lusa o proprietário de uma marcenaria onde trabalham três menores.
Segundo sociólogos são-tomenses, a degradação da família e a falta de uma política do Governo para com as pessoas que vivem na extrema pobreza está a fazer crescer o numero de crianças desamparadas e que se enveredam pelo trabalho infantil.
Entretanto, contrastando com a pobreza que abrange mais de 53 por cento da população são-tomense, em que as crianças e mulheres são as principais vitimas, há também crianças que vivem uma vida abastada.
È o exemplo de uma criança de 10 anos que estuda na Escola Portuguesa, onde paga uma propina de 50 euros mensais. Trata-se do filho de um membro do Governo, que pediu para não ser identificado.
O ordenado mínimo em são Tomé e Príncipe é de 35 euros.
“Eu venho para a escola e regresso para casa de carro com a minha mãe ou, por vezes, com o condutor do meu pai”, disse a criança, acrescentando que além de tomar as refeições em casa, leva “lanche para a escola todos os dias”.
O Dia da Criança Africana foi instituído em 1991 pela então Organização da Unidade Africana (OUA) – substituída pela União Africana (UA) em 2002 -, em homenagem ao massacre de estudantes no Soweto (África do Sul) durante uma manifestação em 1976 de protesto contra a introdução da língua “afrikaans” no ensino.
As razões são várias, e a Lusa pôde ouvir hoje de cada criança uma história diferente, quando se assinala o Dia da Criança Africana.
“Reprovei duas vezes na 6.ª classe e a minha mãe decidiu colocar-me nessa oficina”, disse Augusto Maia, justificando a sucessiva reprovação nos exames escolares com a falta de alimentação.
“Por vezes passamos o dia todo sem comida, e de manhã só como pão para ir à escola”, diz Augusto Maia, que recebe uma “gratificação” mensal de 200 000 dobras (cerca de oito euros).
Juntamente com esta criança, estão na rua outras três, com idades que variam entre os 10 e 14 anos.
“A minha mãe viajou para Portugal e o meu pai e a minha madrasta puseram-me na oficina (carpintaria)”, diz José João, de 12 anos.
A história mais dramática é a de João Manuel, hoje já com 16 anos, residente em Angolares, (sul de São Tomé). Abandonou a escola aos nove anos porque precisava ajudar a mãe e dois irmãos quando o pai morreu.
“A minha mãe não tinha comida para nós. Muitas vezes dormíamos com fome e não conseguia estudar. Comecei a vender plástico na rua para um senhor que me aldrabava quando fazíamos as contas”, explica.
“Deixei de vender plásticos e comecei a vender peças de artesanato. Fiz amizade com muitos estrangeiros brancos a quem eu pedia dinheiro quando não vendia nada. Eles davam-me e diziam-me para deixar essa vida e estudar. Mas não tinha como”, acrescenta João Manuel.
“Os pais trazem as crianças e nós assumimos. Eu não aposto em jovens porque eles já entram com interesse em querer ganhar dinheiro. Prefiro apostar nos mais novos porque enquanto estão a aprender não têm o vício do dinheiro”, diz à Lusa o proprietário de uma marcenaria onde trabalham três menores.
Segundo sociólogos são-tomenses, a degradação da família e a falta de uma política do Governo para com as pessoas que vivem na extrema pobreza está a fazer crescer o numero de crianças desamparadas e que se enveredam pelo trabalho infantil.
Entretanto, contrastando com a pobreza que abrange mais de 53 por cento da população são-tomense, em que as crianças e mulheres são as principais vitimas, há também crianças que vivem uma vida abastada.
È o exemplo de uma criança de 10 anos que estuda na Escola Portuguesa, onde paga uma propina de 50 euros mensais. Trata-se do filho de um membro do Governo, que pediu para não ser identificado.
O ordenado mínimo em são Tomé e Príncipe é de 35 euros.
“Eu venho para a escola e regresso para casa de carro com a minha mãe ou, por vezes, com o condutor do meu pai”, disse a criança, acrescentando que além de tomar as refeições em casa, leva “lanche para a escola todos os dias”.
O Dia da Criança Africana foi instituído em 1991 pela então Organização da Unidade Africana (OUA) – substituída pela União Africana (UA) em 2002 -, em homenagem ao massacre de estudantes no Soweto (África do Sul) durante uma manifestação em 1976 de protesto contra a introdução da língua “afrikaans” no ensino.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Anúncio República Democrática de SãoTomé e Príncipe Ministério das Obras Públicas, Infra-estruturas, Transporte e comunicações ENASA Pedido d
Anúncio
República Democrática de SãoTomé e Príncipe
Ministério das Obras Públicas, Infra-estruturas, Transporte e comunicações
ENASA
Pedido de Manifestação de Interesse
(Aquisição de Bens)
Título: “Fornecimento de viaturas de combate ao Incêndio no Aeroporto”
O Governo da República Democrática de SãoTomé e Príncipe através da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea “ENASA” pretende adquirir viaturas de combate ao incêndio no Aeroporto, com vista a prestar melhores serviços.
A ENASA convida as empresas elegíveis (firmas) a manifestarem o seu interesse em fornecer as referidas viaturas. As Firmas (empresas) interessadas devem fornecer a informação (CV) da empresa, folhetos, brochuras, execução de contratos similares, e existência de pessoal qualificado entre a equipe de funcionários, etc.), que indica que estão qualificados para fornecer os serviços em referência.
Uma “lista curta” de empresas /firma) será seleccionada de acordo com o regulamento de Licitações e contratações públicas, aprovado pela Lei nº 8/2009 de 26 de Agosto. As empresas interessadas (firmas) poderão obter informações adicionais no endereço abaixo indicado durante as horas de expediente (08h00 às 16 16h00).
As manifestações de interesse devem ser entregues ou enviadas até 18 de Junho de 2010 para:
Direcção Administrativa e Financeira
ENASA -Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea
Aeroporto Internacional de SãoTomé, Caixa Postal 703 – SãoTomé
Tel. 00 239 2221878 / 2221878
E-mail: enasast@hotmail.com ou enasa@cstome.net
República Democrática de SãoTomé e Príncipe
Ministério das Obras Públicas, Infra-estruturas, Transporte e comunicações
ENASA
Pedido de Manifestação de Interesse
(Aquisição de Bens)
Título: “Fornecimento de viaturas de combate ao Incêndio no Aeroporto”
O Governo da República Democrática de SãoTomé e Príncipe através da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea “ENASA” pretende adquirir viaturas de combate ao incêndio no Aeroporto, com vista a prestar melhores serviços.
A ENASA convida as empresas elegíveis (firmas) a manifestarem o seu interesse em fornecer as referidas viaturas. As Firmas (empresas) interessadas devem fornecer a informação (CV) da empresa, folhetos, brochuras, execução de contratos similares, e existência de pessoal qualificado entre a equipe de funcionários, etc.), que indica que estão qualificados para fornecer os serviços em referência.
Uma “lista curta” de empresas /firma) será seleccionada de acordo com o regulamento de Licitações e contratações públicas, aprovado pela Lei nº 8/2009 de 26 de Agosto. As empresas interessadas (firmas) poderão obter informações adicionais no endereço abaixo indicado durante as horas de expediente (08h00 às 16 16h00).
As manifestações de interesse devem ser entregues ou enviadas até 18 de Junho de 2010 para:
Direcção Administrativa e Financeira
ENASA -Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea
Aeroporto Internacional de SãoTomé, Caixa Postal 703 – SãoTomé
Tel. 00 239 2221878 / 2221878
E-mail: enasast@hotmail.com ou enasa@cstome.net
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Arrancou hoje a campanha nacional de vacinação contra a gripe A
O Ministério são-tomense da Saúde deu início hoje a uma campanha de vacinação contra a gripe A H1N1, revelou uma fonte sanitária no arquipélago.
A campanha, cuja duração é de quatro dias, visa imunizar contra a gripe H1N1 pelo menos 15 mil pessoas, entre crianças menores de dois anos, mulheres grávidas, adultos com doenças crónicas e o pessoal da saúde que lida directamente com a doença.
A campanha está a ser coordenada pelo programa são-tomense de vacinação (PAV) e financiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objectivo é proteger dez por cento da população são-tomense contra a infecção da gripe na eventualidade de uma nova vaga da epidemia no país.
A gripe A matou em São Tomé seis pessoas e infectou mais de 140, facto que, de acordo com os indicadores oficiais do Ministério da Saúde, fez disparar em 2009 as consultas a nível dos postos e centros de Saúde.
O governo espera, com a campanha, contribuir para a redução da morbilidade e mortalidade dos grupos de maior risco ligados a infecção.
O Director dos Cuidados de Saúde, Eduardo Neto, disse a jornalistas que a inclusão dos profissionais de saúde na lista das pessoas a serem vacinadas visa “garantir o funcionamento dos serviços para atendimento ininterrupto dos casos suspeitos ou confirmados”.
Eduardo Neto disse ainda que as 16 doses de vacinas disponibilizadas pela OMS serão suficientes para vacinar 15 200 pessoas alvo desta campanha mediante a estratégia apresentado pelo Ministério da Saúde são-tomense.
“Estamos a vacinar profissionais de saúde, mulheres grávidas a partir de segundo trimestre da gravidez, asmáticos, diabéticos, portadores de VIH-Sida e tuberculose, bem como as crianças de seis a 23 meses”, referiu Eduardo Neto.
Assegurou que todos os meios necessários foram mobilizados para a campanha que vai decorrer nos centros de saúde, hospitais e de porta a porta. Cerca de 300 profissionais de saúde e voluntários foram mobilizados para percorrer todo o país.
A campanha, cuja duração é de quatro dias, visa imunizar contra a gripe H1N1 pelo menos 15 mil pessoas, entre crianças menores de dois anos, mulheres grávidas, adultos com doenças crónicas e o pessoal da saúde que lida directamente com a doença.
A campanha está a ser coordenada pelo programa são-tomense de vacinação (PAV) e financiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objectivo é proteger dez por cento da população são-tomense contra a infecção da gripe na eventualidade de uma nova vaga da epidemia no país.
A gripe A matou em São Tomé seis pessoas e infectou mais de 140, facto que, de acordo com os indicadores oficiais do Ministério da Saúde, fez disparar em 2009 as consultas a nível dos postos e centros de Saúde.
O governo espera, com a campanha, contribuir para a redução da morbilidade e mortalidade dos grupos de maior risco ligados a infecção.
O Director dos Cuidados de Saúde, Eduardo Neto, disse a jornalistas que a inclusão dos profissionais de saúde na lista das pessoas a serem vacinadas visa “garantir o funcionamento dos serviços para atendimento ininterrupto dos casos suspeitos ou confirmados”.
Eduardo Neto disse ainda que as 16 doses de vacinas disponibilizadas pela OMS serão suficientes para vacinar 15 200 pessoas alvo desta campanha mediante a estratégia apresentado pelo Ministério da Saúde são-tomense.
“Estamos a vacinar profissionais de saúde, mulheres grávidas a partir de segundo trimestre da gravidez, asmáticos, diabéticos, portadores de VIH-Sida e tuberculose, bem como as crianças de seis a 23 meses”, referiu Eduardo Neto.
Assegurou que todos os meios necessários foram mobilizados para a campanha que vai decorrer nos centros de saúde, hospitais e de porta a porta. Cerca de 300 profissionais de saúde e voluntários foram mobilizados para percorrer todo o país.
Norton de Matos vai treinar selecção guineense
O treinador de futebol português Norton de Matos é a partir desta segunda-feira o selecionador de futebol da Guiné-Bissau, disse à agência Lusa o director geral do Desporto guineense, Fidelis Forbs.
Segundo Fidelis Forbs, o treinador português chega esta segunda-feira a Bissau proveniente de Dacar, Senegal, e faz declarações à imprensa no aeroporto.
De acordo com a mesma fonte, os contactos com Norton de Matos tiveram início em Março.
O técnico português tem contrato até Outubro de 2011 e vai ajudar a selecção guineense a passar a fase preliminar da Taça de África das Nações de 2012.
Segundo Fidelis Forbs, o treinador português chega esta segunda-feira a Bissau proveniente de Dacar, Senegal, e faz declarações à imprensa no aeroporto.
De acordo com a mesma fonte, os contactos com Norton de Matos tiveram início em Março.
O técnico português tem contrato até Outubro de 2011 e vai ajudar a selecção guineense a passar a fase preliminar da Taça de África das Nações de 2012.
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